DEFENDENDO A FÉ DESDE 1536; Sola Scriptura, sola Gratia, sola Fide, soli Deo Glória, solus Christus;

DEFENDENDO A FÉ DESDE 1536; SOLA SCRIPTURA, SOLA GRATIA, SOLA FIDE, SOLI DEO GLÓRIA, SOLUS CHRISTUS; Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos. Judas:3;

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

ORE EM NOME DE CRISTO: James e Joel Beeke

Por James W. Beeke e Joel R. Beeke“Até agora nada tendes pedido em meu nome; pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa” (João 16.24). Embora encerremos frequentemente nossas orações com “por amor de Jesus”, frequentemente oramos por amor de nós mesmos. Apesar de condenarmos a doutrina da salvação por meio das nossas próprias boas obras e de crermos na salvação pela graça baseada nos méritos de Cristo, essa verdade frequentemente é esquecida de um modo prático em nossa vida diária de oração. Tendemos a pensar que, quando temos ternos sentimentos, um vivo sentimento de profunda reverência, um sentimento de um coração humilde, uma forte sensação da presença de Deus, ou uma seriedade real para com o Senhor, que Deus ouvirá a nossa oração. Se raciocinarmos dessa forma, sobre o quê estaremos baseando o nosso julgamento? Será que acreditamos realmente que Deus ouvirá a nossa oração por amor de Jesus, ou por amor a nós? Pensamos que Deus ficará satisfeito, com base em nossos sentimentos, para nos dar o que pedimos? Acreditamos que as nossas orações, por si mesmas, merecem ser ouvidas, respondidas e recompensadas por um Deus perfeito, que pode ser satisfeito unicamente por uma perfeita justiça? Se assim for, estaremos denegrindo as perfeições de Deus – ao nosso próprio nível e, assim, insultando Seu Ser santo e infinito. Orar em nome de Cristo não é basear minha esperança e expectativa de ser ouvido sobre os méritos das minhas “boas” orações. Em vez disso, é orar colocando toda a minha confiança nos méritos de Jesus Cristo e em Sua intercessão. Algumas vezes sentimos que nossas orações são tão pobres e vazias que nós desesperamos de sermos ouvidos pelo Senhor. Podemos ser tão pouco perseverantes, gratos e sentirmos tanto vazio em nossas orações que concluímos que Deus nunca irá ouvi-las. Raciocinar dessa forma mostra a ausência de oração “por amor de Jesus”. Além disso, testifica da descrença na graça de Deus e no seu amor por pecadores indignos. Jesus nos ensinou: “Até agora nada tendes pedido em meu nome” (João 16.24). Orar em nome de Cristo é buscar refúgio nEle como o Filho amado de Deus – o Único em quem o Pai se deleita ouvir e honrar. Orar em nome de Jesus inclui confessar quem é o verdadeiro Deus e Mestre em minha vida. Enquanto condenamos as orações feitas aos ídolos como sendo tolas, quantas vezes não temos orado ao ídolo do nosso ego? Frequentemente curvamos os nossos joelhos diante do deus do nosso ego. Satanás tentou Jesus, dizendo: “Ajoelhe-se e me adore”. Pense em quão degradante esse insulto foi a Deus! Nossas orações podem testificar que olhamos para o deus do nosso ego com a atitude de que nós somos o senhor e mestre. Ainda nos atrevemos a dizer a Deus para fazer o que pedimos. Agimos como se fôssemos o Senhor e Deus o nosso servo. Você já se sentiu culpado por isso em suas orações e já foi preso pela idolatria egoísta da sua oração? Uma das razões pelas quais pedimos e não recebemos é porque pedimos em nosso próprio nome. É semelhante a uma criança que pede alguma coisa ao seu pai, mas seu pedido não está baseado nas necessidades ou no julgamento dos pais e boa vontade em dar. Em vez disso, seu pedido é baseado, de forma egoísta, sobre uma ou duas coisas que ela fez para ajudar em casa. Devido a isso, agora a criança pensa que tem o direito de dizer a seus pais exatamente o que quer que eles façam, e até mesmo como e quando devem fazer. Se seus pais verdadeiramente amam essa criança, responderão às suas exigências egoístas da forma e no momento em que ela quer? Uma clara evidência desse problema na vida de oração dos cristãos é quando gastamos mais tempo nos preparando para vir a Cristo do que em realmente vir até Ele. Pais, o que vocês pensariam do seu filho que possui uma necessidade, mas passa horas se aprontando, pensando em como dizer as coisas de uma maneira perfeita, trabalhando para demonstrar os sentimentos corretos, mostrando os maneirismos adequados, e em seguida, esperando, talvez, que vocês estarão dispostos a ouvi-lo? Isso honraria ou insultaria você e seu amor por seu filho? Orar em nome de Cristo exige o repúdio da oração em nosso próprio nome. Orar em nome de Cristo testifica não apenas do nosso status como pecadores, mas também do status de Cristo como Salvador – do nosso pecado, e Sua graça! De forma maravilhosa, a Escritura nos ordena, amorosamente, orar em nome de Cristo. FONTE: James W. Beeke e Joel R. Beeke. Developing a Healthy Prayer Life. Grand Rapids, MI: Reformation Heritage Books, 2010. pp. 4-6.

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