DEFENDENDO A FÉ DESDE 1536; Sola Scriptura, sola Gratia, sola Fide, soli Deo Glória, solus Christus;

DEFENDENDO A FÉ DESDE 1536; SOLA SCRIPTURA, SOLA GRATIA, SOLA FIDE, SOLI DEO GLÓRIA, SOLUS CHRISTUS; Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos. Judas:3;

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Orando por seus executores – John Stott (1921-2011)



Jesus disse: "Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo". Lucas 23.34 As três primeiras palavras da cruz retratam Jesus, o exemplo. Elas expressam o amor que ele demonstrava pelos outros. "Não chorem por mim", ele havia dito antes (v. 28). Também não chorou por si mesmo. Ele não se entregou à auto-piedade por causa de sua dor e solidão, nem por causa da flagrante injustiça que estava sendo cometida contra ele. Na verdade, ele não pensava em si mesmo, apenas nos outros. Nada lhe restara para que fosse doado; até mesmo suas vestes lhe haviam sido tiradas. Mas ele ainda era capaz de dar às pessoas o seu amor. A cruz é a referência da auto-doação — na cruz ele mostrou seu interesse pelos homens que o crucificavam, pela mãe que o carregara no ventre e pelo ladrão arrependido que estava morrendo ao seu lado. A primeira palavra de Jesus foi uma oração pelo perdão de seus executo¬res. Pensemos no quanto isso é extraordinário. Seus sofrimentos físicos e emocionais já haviam sido quase insuportáveis. Ele havia sido despido e colocado sobre o madeiro, e as mãos ásperas dos soldados haviam manejado os martelos desajeitadamente. Será que agora ele iria pensar nele? Reclamaria de Deus como Jó o fez, ou imploraria vingança, ou demonstraria um pouco de auto-piedade? Não.  Ele só pensa nos outros. Ele bem poderia ter gritado de dor, mas sua primeira palavra é uma oração por seus inimigos. Os dois criminosos ao seu lado praguejam e falam mal. Jesus não. Ele põe em prática aquilo que pregou no Sermão do Monte: "Amem os seus inimigos, façam o bem aos que os odeiam, abençoem os que os amaldiçoam, orem por aqueles que os maltratam" (Lc 6.27-28). Por quem, afinal, Jesus estava orando? Sem dúvida, em particular pelos líderes judaicos que haviam rejeitado o Messias. Em resposta à sua oração, eles tiveram um adiamento.de quarenta anos, tempo em que milhares se arrependeram e creram em Jesus. Somente no ano 70 depois de Cristo o juízo de Deus caiu sobre a nação, quando Jerusalém foi tomada e o seu templo, destruído. Para saber mais: Mateus 18.21-35 Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete. Por isso o reino dos céus pode comparar-se a um certo rei que quis fazer contas com os seus servos; E, começando a fazer contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos; E, não tendo ele com que pagar, o seu senhor mandou que ele, e sua mulher e seus filhos fossem vendidos, com tudo quanto tinha, para que a dívida se lhe pagasse. Então aquele servo, prostrando-se, o reverenciava, dizendo: Senhor, sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. Então o senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a dívida. Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos, que lhe devia cem dinheiros, e, lançando mão dele, sufocava-o, dizendo: Paga-me o que me deves. Então o seu companheiro, prostrando-se a seus pés, rogava-lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. Ele, porém, não quis, antes foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida. Vendo, pois, os seus conservos o que acontecia, contristaram-se muito, e foram declarar ao seu senhor tudo o que se passara. Então o seu senhor, chamando-o à sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste. Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti? E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia. Assim vos fará, também, meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas. Mateus 18:21-35

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