DEFENDENDO A FÉ DESDE 1536; Sola Scriptura, sola Gratia, sola Fide, soli Deo Glória, solus Christus;

DEFENDENDO A FÉ DESDE 1536; SOLA SCRIPTURA, SOLA GRATIA, SOLA FIDE, SOLI DEO GLÓRIA, SOLUS CHRISTUS; Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos. Judas:3;

terça-feira, 10 de abril de 2012

A Urgência da Pregação | Albert Mohler Jr.



A pregação atravessa temposdifíceis? Hoje está sendo travado um debate sobre o caráter e a centralidade dapregação na igreja. O que está em jogo é a integridade da adoração e daproclamação cristã.Como isso chegou a acontecer?Levando em conta a centralidade da pregação na igreja do Novo Testamento,parece que a prioridade da pregação bíblica jamais deveria ser contestada.Afinal de contas, como observou John A. Broadus — um dos docentes fundadores doSeminário Batista do Sul dos Estados Unidos —, “a pregação é característicapeculiar do cristianismo. Nenhuma outra religião tem realizado reuniõesfreqüentes e regulares de grupos pessoas para ouvirem instrução e exortaçõesreligiosas, uma parte integral do culto cristão”.No entanto, muitas vozes influentesno evangelicalismo sugerem que a época do sermão expositivo já passou. Em seulugar, alguns pregadores contemporâneos colocaram mensagens idealizadasintencionalmente para alcançar congregações seculares ou superficiais —mensagens que evitam a exposição do texto bíblico e, por implicação, umconfronto potencialmente embaraçoso com a verdade bíblica.Uma mudança sutil no início doséculo XX se tornou uma grande divisão no final do século. A mudança depregação expositiva para abordagens mais temáticas e centradas no homemdesenvolveu-se a ponto de se tornar um debate sobre o lugar das Escrituras napregação e a própria natureza da pregação.Duas afirmações famosas sobre apregação ilustram essa divisão crescente. Refletindo, de maneira poética, aurgência e a centralidade da pregação, o pastor puritano Richard Baxter fezesta observação: “Prego como se jamais tivesse de pregar novamente, prego comoum moribundo a pessoas moribundas”. Com expressão vívida e um senso deseriedade do evangelho, Baxter entendeu que a pregação é, literalmente, umaquestão de vida ou morte. A eternidade pende na balança à medida que o pastorprega.Contraste essa afirmação deBaxter com as palavras de Harry Emerson Fosdick, talvez o mais famoso (oumal-afamado) pregador das primeiras décadas do século XX. Fosdick, que erapastor da Riverside Church, em Nova Iorque, provê um contraste instrutivo com orespeitado Baxter. Fosdick explicou: “Pregar é aconselhamento pessoal com baseem grupos”.Essas duas afirmações a respeitoda pregação revelam os contorno do debate contemporâneo. Para Baxter, apromessa do céu e os horrores do inferno moldam a desgastante responsabilidadedo pregador. Para Fosdick, o pregador é um conselheiro amável que oferececonselhos e encorajamento proveitosos.O debate atual sobre a pregação émais comumente explicado como uma argumento a respeito do foco e do formato dosermão. O pregador deve pregar um texto bíblico por meio de um sermãoexpositivo? Ou deve focalizar o sermão nas “necessidades sentidas” e nosinteresses percebidos dos ouvintes?É claro que muitos evangélicoscontemporâneos favorecem a segunda opção. Instados pelos devotos da “pregaçãobaseada nas necessidades”, muitos evangélicos abandonam o texto sem reconhecerque fazem isso. Esses pregadores podem ocasionalmente recorrer ao texto nodecorrer do sermão, mas o texto não estabelece os assuntos nem a forma damensagem.Focalizar-se nas “necessidadespercebidas” e permitir que elas estabeleçam os assuntos da pregação conduzinevitavelmente à perda da autoridade bíblica e do conteúdo bíblico no sermão.Contudo, esse modelo está se tornando, cada vez mais, a norma em muitospúlpitos evangélicos. Fosdick deve estar sorrindo no túmulo.Os evangélicos antigosreconheceram a abordagem de Fosdick como uma rejeição da pregação bíblica. Umteólogo liberal confesso, Fosdick exibiu sua rejeição da inspiração, inerrânciae infalibilidade das Escrituras — e rejeitou outras doutrinas centrais da fécristã. Apaixonado pelas tendências da teoria psicológica, Fosdick se tornou umterapeuta de púlpito do protestantismo liberal. O alvo de sua pregação foi bemcaptado pelo título de um de seus muitos livros — On Being a Real Person (Seruma Verdadeira Pessoa).Infelizmente, essa é a abordagemevidente em muitos púlpitos evangélicos. O púlpito sagrado se tornou um centrode aconselhamento, e os bancos da igreja, o sofá do terapeuta. A psicologia eos interesses práticos substituíram a exegese teológica; e o pregador direcionaseu sermão às necessidades percebidas da congregação.O problema é que o pecador nãosabe qual é a sua mais urgente necessidade. Ele está cego quanto à suanecessidade de redenção e reconciliação com Deus e se focaliza em necessidadespotencialmente reais e temporais, tais como realização pessoal, segurançafinanceira, paz na família e avanço profissional. Muitos sermões são elaboradospara atender a essas necessidades e interesses, mas falham em proclamar aPalavra da Verdade.Sem dúvida, poucos pregadores queseguem essa tendência intentam se afastar da Bíblia. Todavia, servindo-se deuma intenção aparente de alcançar homens e mulheres modernos e seculares “ondeeles estão”, o sermão tem sido transformado em um seminário sobre o sucesso. Algunsversículos das Escrituras talvez sejam acrescentados ao corpo da mensagem; mas,para que um sermão seja genuinamente bíblico, o texto precisa estabelecer osassuntos como fundamento da mensagem — e não ser usado apenas como umaautoridade citada para fornecer esclarecimento espiritual.Charles Spurgeon confrontou essemesmo padrão de púlpitos vacilantes, em seus próprios dias. Alguns das maisagradáveis e mais freqüentadas igrejas de Londres tinham ministros que foramprecursores dos pregadores modernos que se baseiam nas necessidades sentidas.Spurgeon que se esforçou por atrair ouvintes, apesar de sua insistência napregação bíblica  confessou: “O verdadeiro embaixador de Cristo sente que elemesmo está diante de Deus e tem de lidar com as almas como servo de Deus, emlugar dele, e que ocupa uma posição solene nesta posição, a infidelidade édesumanidade e traição para com Deus”.Spurgeon e Baxter entendiam operigoso mandato do pregador e, por isso, foram impelidos à Bíblia para usá-lacomo sua única autoridade e mensagem. Deixavam seus púlpitos tremendo, sentindointeresse urgente pela alma de seus ouvintes e totalmente cônscios de quetinham de prestar contas a Deus pela pregação de sua Palavra, tão-somente desua Palavra. Os sermões deles foram medidos por poder, os de Fosdick, porpopularidade.O debate atual sobre a pregaçãopode abalar congregações, denominações e o movimento evangélico. Mas reconheçaisto: a restauração e renovação da igreja nesta geração virá somente quando, emcada púlpito, o ministro pregar com a certeza de que jamais pregará novamente ecomo um moribundo que prega a pessoas moribundas.Por: Albert Mohler Jr. (Editora Fiel)

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