DEFENDENDO A FÉ DESDE 1536; Sola Scriptura, sola Gratia, sola Fide, soli Deo Glória, solus Christus;

DEFENDENDO A FÉ DESDE 1536; SOLA SCRIPTURA, SOLA GRATIA, SOLA FIDE, SOLI DEO GLÓRIA, SOLUS CHRISTUS; Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos. Judas:3;

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Amilenismo e Pós Milenismo

Não há muita discordância entre amilenistas e pós-milenistas com respeito à ordem cronológica dos eventos do final dos tempos. Nas duas visões, o milênio é uma metáfora para o reino de Cristo sobre a terra. Primeiro, o milênio será completado. Então, simultaneamente, a segunda vinda de Cristo, a ressurreição, e o julgamento final ocorrerão. Essa foi a visão geral e unificada da igreja por muitos séculos. Essa visão foi sustentada pelos pais da igreja, tais como Atanásio e Agostinho, e também pelos Reformados do século 16, tais como Martinho Lutero, João Calvino e John Knox. A visão pré-milenista também demonstrou sinais de existência nos primeiros séculos. Contudo, antes dos tempos modernos, ela era a visão da minoria. O pré-milenismo era chamado de quiliasmo ou milenarismo. As duas palavras significam literalmente “mil” (do grego kilo e do latim mil). É importante lembrar que os prefixos pré-, a- e pós- são adaptações bem modernas para descrever o pensamento sobre o milênio. Pós-milenismo é uma palavra que veio à existência após séculos de influência puritana e calvinista, que criaram uma teoria social cristã a partir de uma perspectiva bíblica. Antes do século 17, não havia distinção entre pós-milenismo e amilenismo. O pós-milenismo foi primeiro chamado de “milenismo progressivo”, para distingui-lo tanto do pensamento amilenista como do pensamento quiliasta.Não existe nenhuma diferença ente a sequência dos eventos do final dos tempos nas perspectivas pós-milenista e amilenista. As duas visões são semelhantes. Mesmo o pré-milenismo histórico pode ser visto como um primo distante do pós-milenismo. O pós-milenismo, amilenismo e pré-milenismo histórico formam um continuum. Contudo, o pré-milenismo dispensacionalista encontra-se no extremo oposto do espectro.Se fossemos colocar as visões num gráfico, com o objetivo de mostrar suas similaridades, elas poderiam ser representadas com a seguinte linha: Pré-milenismo disp. ————> Pré-milenismo hist. ————> Amil. —> Pós-milenismo. Alguns podem olhar para essa linha e perguntar: Qual é então a diferença, se é que existe alguma, entre amilenismo e pós-milenismo? A resposta: otimismo histórico.A maioria dos amilenistas tendem a espiritualizar (ou idealizar) os eventos em Mateus 24 e Apocalise, ou colocá-los em “algum lugar na história”. Essa é outra diferença entre amilenismo e pós-milenismo. Quase não existe pós-milenista que seja futurista. Entre os pós-milenistas, há principalmente historicistas e preteristas. Os amilenistas tendem a ser historicistas ou idealistas. É possível existir um amilenista futurista, mas isso é mais raro. Contudo, isso enfatiza o meu principal ponto de contestação. O amilenismo tende a ser mais pessimista sobre o final dos tempos. De acordo com o amilenista, o Evangelho será pregado às nações e muitas pessoas serão convertidas. Contudo, não haverá nenhuma transformação das estruturas políticas e sociais.O pré-milenismo ensina que haverá um estado bem-aventurado da humanidade cristã no milênio após a Segunda Vinda. O amilenismo coloca o milênio antes da Segunda Vinda, mas não existe nenhuma Idade Dourada do cristianismo antes do retorno de Cristo. “Não existe na realidade nenhum milênio”, diz o amilenista. O amilenismo significa literalmente “nenhum reino milenar”. Não existe nenhuma Idade Dourada na visão amilenista. O pós-milenismo enfatiza que haverá uma Idade Dourada do cristianismo no tempo e na história antes do retorno de Cristo. O pós-milenismo é algumas vezes chamado de amilenismo otimista por essa razão. Na realidade, um amilenista que é otimista sobre o final dos tempos é um pós-milenista.

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