DEFENDENDO A FÉ DESDE 1536; Sola Scriptura, sola Gratia, sola Fide, soli Deo Glória, solus Christus;

DEFENDENDO A FÉ DESDE 1536; SOLA SCRIPTURA, SOLA GRATIA, SOLA FIDE, SOLI DEO GLÓRIA, SOLUS CHRISTUS; Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos. Judas:3;

quinta-feira, 31 de maio de 2012

CARTA AO MEU AMIGO ATEU --PARTE II



Meu amigo Zaratustra, como vai?espero que estejas bem. ontem recebi mais uma de suas cartas e novamente fiquei desapontado com você. Desta feita por duas razões básicas: primeiro lugar,porque ao mesmo tempo em que você rejeitou minha argumentação da carta anterior onde defendi a impossibilidade do universo ter vindo do nada e por nada, você não apresentou uma resposta consistente. Segundo, porque você continua difamando deliberadamente a reputação do Deus da Bíblia. Desta feita você disse que um ser humano dotado de razão não pode adorar um “Deus que tem sérios problemas éticos e morais em seu caráter”. Creio firmemente que suas acusações são falsas e contraditórias. Se você não crê no Deus da Bíblia, então a razão ordena que não deve haver em seu discurso objeção ética a qualquer coisa, uma vez que o fundamento de toda moral é o Deus das escrituras. Em decorrência do seu ateísmo, você não tem um fundamento sólido para definir o que é certo e o que é errado, portanto, você não tem como saber se o que Deus faz é certo ou errado. Você disse que “não pode crer em Deus uma vez que você tem diante de seus olhos apenas um universo cruel e injusto”. Além disso, você protesta dizendo que “os cristãos praticaram muitas coisas erradas e más ao longo da História”. No entanto, penso que você não está credenciado para tal acusação. Afinal, de onde você tirou esse conceito de justo e injusto? Em que livro você descobriu que algumas coisas são más e outras são boas? Se Deus não existe, então o que é certo e o que é errado? Se Deus não existe, que fundamento racional você usa para discernir o justo do injusto? O teu grande amigo Friedrich Insano da Silva, que através de você declarou a morte de Deus, afirmou acertadamente que a morte do Deus cristão significa o fim da moral por ele estabelecida. Por mais louco que isso pareça, penso que nesse ponto a lógica de Insano está correta. Sem Deus não há moral objetiva no mundo. A conseqüência lógica é que no sistema ateísta tudo está “liberado”, inclusive ser assassino, molestador, estuprador, violento, tirano e egocêntrico. Afinal, quem em um mundo sem Deus se levantará para dizer que essas coisas estão erradas? Você? E quem te constituiu rei sobre a humanidade? Na carta você pergunta sobre “o que eu entendo por valores morais objetivos!” Minha resposta é simples como a do Dr. Bill: “valores morais objetivos são aqueles que são válidos e obrigatórios independentemente da opinião humana”. Por exemplo: o Holocausto foi e sempre será objetivamente errado, mesmo que os nazistas que o praticaram o achassem correto. O ato de estuprar, torturar e matar aquelas seis moças em 1998 em São Paulo foi algo objetivamente errado, mesmo que o Francisco de Assis Pereira, o Maníaco do Parque, achasse correto. Torturar e molestar uma criança é algo objetivamente errado, mesmo que o molestador pense que é certo e, ainda que o Brasil inteiro entendesse que isso é uma coisa boa. Você diz que a coisa não é bem assim! Ora, Zaratustra, então pergunto você: Se sua irmã de 15 anos fosse estuprada? Você entenderia que isso é algo moralmente correto? Você diria para todo mundo que isso é uma coisa justa? Claro que não! Então, isso é moral objetiva. Algumas coisas são certas e outras são erradas, e isso não depende da opinião humana. Creio que já está claro para mim e pra você que moral objetiva existe. Porém, Zaratustra, o que você ainda não entendeu é que tais valores só existem para quem crê no Deus da Bíblia. Os cristãos têm afirmado que o caráter de Deus manifestado em sua Lei é a base da moral objetiva. Porém, você é ateu, e na tua religião não há um fundamento sólido para se dizer que moral objetiva existe. Ao contrário, sua cosmovisão está alicerçada em uma ética relativista, que varia de cultura para cultura e de época para época. Por isso, o que é certo e errado varia de situação para situação. Portanto, o que for considerado melhor para a maioria da sociedade em uma determinada época é o que interessa a você, mesmo que seja a prática de atos intuitivamente reprováveis, como o aborto, pedofilia, adultério, etc. Em outras palavras, o teu ateísmo não fornece uma explicação razoável para a moral humana objetiva. Você me perguntou como sei disso? Ora, além do que já disse acima, pense no que afirmou o pensado Russo Fiódor Dostoiévski: “se Deus não existe então todas as coisas são permitidas”. Creio que ele está correto. Sem Deus não há padrão para certo ou errado, logo sem Deus é impossível condenar gestos de opressão, discriminação, homicídios e tiranias. Sem Deus não há razão para elogiar atos de fraternidade, igualdade e amor como “coisas boas”, pois, sem Deus, bem e mal não existem. Portanto, Zaratustra, ouça bem isso: Sem Deus a moral já está morta e só falta ser enterrada. Afinal, qual o juiz que determinará que o Mal é mau e que o Bem é bom? E se isso acontecer, por que aceitar tal determinação para vidas cujas origens são as de mera coincidência? Sem Deus, qual a diferença entre praticar a pedofilia e construir centros de abrigos a menores desamparados? Não faz diferença, cara! Por quê? Porque sem Deus não há ninguém para dizer que você está certo ou errado. Portanto, Zaratustra, como ateu, você não tem um fundamento sólido para estabelecer seu sistema de moral absoluta, a menos que você seja um cara incoerente, o que para mim já está evidenciado que o és. Você acusa os cristãos de praticarem coisas ruins, mas em face do teu ateísmo, seria essa acusação válida? Que livro é esse que você usa para discernir o bom do ruim? A Bíblia? Sem comentários... Meu caro Zaratustra, mais uma vez você está diante de um drama impossível de ser resolvido pela religião ateísta. Você grita como Lutero e faz reivindicações morais como Chuck Colson, no entanto, lamentavelmente você não tem um fundamento para tal acusação, posto que a conduta moral só pode ser considerada boa ou má se ordenada por um ser acima de todos nós. Mas, como já demonstrei, no teu ateísmo há apenas opiniões culturais mutuamente contradizentes e, assim, estabelece-se que, na religião ateísta quem gritar mais alto leva a parada! Viu para onde o teu ateísmo te levou? Assim, está decretado que, se Deus não existe, então valores e deveres morais objetivos não existem. O problema é que deveres morais objetivos realmente existem e estão evidentes a todos, e então segue que Deus existe. Por isso, não sou ateu. Pare e pense! Você quer mesmo uma civilização sem Deus onde a moral está morta e atos bárbaros como pedofilia, estupros, assassinatos e outras crueldades são deliberadamente estabelecidos como coisas “boas”? Ou você prefere uma sociedade cristã onde Deus é o Senhor da Criação e dita normas santas e justas para todas as pessoas que ele criou? Minha esperança ainda é que, ao contrário de Friedrich Insano da Silva você escolha a segunda opção, caso contrário a civilização entrará em colapso e será brevemente auto-aniquilada, e você será um dos culpados por ter formado uma geração de pensadores insanos como você. Que Deus não permita que isso aconteça. Do amigo, D’VanCunha 09 de Maio de 2012

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