DEFENDENDO A FÉ DESDE 1536; Sola Scriptura, sola Gratia, sola Fide, soli Deo Glória, solus Christus;

DEFENDENDO A FÉ DESDE 1536; SOLA SCRIPTURA, SOLA GRATIA, SOLA FIDE, SOLI DEO GLÓRIA, SOLUS CHRISTUS; Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos. Judas:3;

terça-feira, 1 de maio de 2012

Qual a Doutrina Bíblica a Respeito do Milênio? (A. A. Hodge)



1-As Escrituras, tanto do Velho como do Novo Testamento, revelam claramente que o evangelho há ainda de exercer uma influencia sobre todos os ramos da família humana, muito maior e mais transformadora do que a que exerceu em qualquer tempo passado. Esse resultado será conseguido mediante a presença espiritual de Cristo nas dispensações comuns da providência e nas ministrações da sua Igreja. Mt.13:31,32; 28:19,20; Sl. 2:7,8; 22:28,29; 72:8,11; Is. 2:2,3; 11:6,9; 60:12; 66:23; Dn. 2:35,44; Zc. 9: 10; Ap.11:152-O período dessa prevalência do evangelho deve durar *mil anos e por isso é chamado de milênio Ap. 20:2-73-Os judeus serão convertidos ao cristianismo no começo ou durante o decorrer desse período Zc. 12:10; Rm. 11:26-29; 2Co. 3: 15,16.4-No fim desses mil anos e antes da vinda de Cristo haverá um tempo relativamente curto de apostasia e de conflitos entre os reinos da luz e das trevas Lc. 17:26-30; 2Pe. 3:3,4; Ap. 20: 7-9.5-O advento de Cristo, a ressurreição geral e juízo final ocorrerão simultaneamente, e serão seguidos imediatamente pela conflagração do velho céu e da velha terra e pela revelação de novos céus e nova terra. CFW, Cap. 32 e 33. Quais Os Principais Argumentos Contra o Pré-milenarismo?1-É evidentemente judaica em sua origem e suas tendências.2-Não concorda com o que as escrituras ensinam, (1) Quanto a natureza do reino de Cristo, e.g.,(a) que não é deste mundo, e sim espiritual, Mt. 13:11-44; Jo. 18:36; Rm. 14:17; (b) que não se limita aos judeus, Mt. 8:11,12; (c) que a regeneração é a condição de admissão a ele, Jo. 3:3,5; (d) que as bençãos do reino são puramente espirituais, sendo o perdão, a santificação, etc., Mt. 3:2,11; Cl 1:13,14; (2) quanto ao fato de que o reino de Cristo já veio. Desde sua ascensão até agora ele está assentado sobre o trono do patriarca Davi- At. 2:29-36; 3:13-15; 4:26-28; 5:29-31; Hb. 10:12,13; Ap. 3:7-12 Segue-se que as profecias do Velho Testamento que predizem esse reino referem-se à presente dispensação da graça, e não a um reino futuro de Cristo exercido por sua própria pessoa entre os homens em carne na terra.3-O segundo advento não se dará antes da ressurreição, quando todos os mortos tanto maus quanto bons ressuscitarão ao mesmo tempo- Dn. 12:2; Jo. 5:28,29; 1Co 15:23; 1Tss 4:16; Ap. 20:11,15.4-O segundo advento não se dará antes do julgamento de todos os homens, dos bons e dos maus juntos- Mt. 7:21-23; 13: 30-43; 16:24,27; 25: 31-46; Rm. 2:5,16; 1Co. 3:12-15; 2Co. 5:9-11; 2Tss 1:6-10; Ap. 20:11-15.5-O segundo advento será acompanhado da conflagração geral e da geração de "novos céus e nova terra"- 2Pe. 3:7-13; Ap. 20:11; 21:1.Quais considerações favorecem a interpretação espiritual e se opõem à interpretação literal do Apocalipse 20:1-10?Eis a interpretação espiritual dessa difícil passagem: Cristo tem em reserva para a sua Igreja uma época de expansão universal e de imensa prosperidade espiritual, quando o espírito e o caráter do nobre "exército dos mártires" tornará a ser produzido, de um modo nunca visto, na grande multidão componente do povo de Deus, e quando esses mártires, na vitória geral de sua causa e no derrubamento de seus inimigos, receberão o benefício do juízo sobre os seus inimigos e reinarão na terra; nesse período, o partido de satanás, "os outros mortos", não tornarão a florescer até que sejam cumpridos os mil anos, quando tornará a florescer por um pouco de tempo.Considerações a favor dessa interpretação:1-Acha-se num dos livros mais figurativos ou simbólicos da bíblia.2-Essa interpretação está em perfeito acordo com aquilo que noutras passagens as escrituras ensinam mais explicitamente sobre os diversos pontos envolvidos.3-A mesma figura, isto é, a de tornar o morto à vida, é empregada muitas vezes nas escrituras para exprimir a ideia revivificação espiritual- Is. 26:19; Ez. 37:12-14; Os. 6:1-3; Rm. 11:15; Ap. 11:11.Considerações contrárias à interpretação literal dessa passagem:1-A pretensa doutrina de duas ressurreições, primeiro a dos justos e, depois de um intervalo de mil anos, a dos maus, não se acha ensinada em nenhuma outra parte da bíblia, e essa única passagem em que (aparentemente se encontra) é pouco clara. Este é um forte pressuposto contra a veracidade da doutrina contra a qual nos opomos.2-Está em desacordo com o que as escrituras ensinam uniformemente quanto à natureza do corpo da ressurreição, isto é, que será espiritual, não "animal", nem de "carne e sangue"- 1Co. 15:44. Contrariamente a esse ensino das escrituras, constitui parte essencial da doutrina associada à interpretação literal da referida passagem, que os santos, ou ao menos os mártires, deverão ressurgir e reinar com cristo durante mil anos em sua carne e neste mundo, como este se acha constituído presentemente.3-A interpretação literal dessa passagem contradiz o claro e uniforme ensino das escrituras de que todos os mortos, bons e maus, ressurgirão e serão julgados juntos (ou concomitantemente) por ocasião da segunda vinda de Cristo e da completa subversão da presente ordem da criação.Fonte: Esboços de Teologia, Ed. PES.  *A Expressão "mil anos" não deve ser interpretada literalmente.  

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