DEFENDENDO A FÉ DESDE 1536; Sola Scriptura, sola Gratia, sola Fide, soli Deo Glória, solus Christus;

DEFENDENDO A FÉ DESDE 1536; SOLA SCRIPTURA, SOLA GRATIA, SOLA FIDE, SOLI DEO GLÓRIA, SOLUS CHRISTUS; Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos. Judas:3;

sexta-feira, 29 de junho de 2012

RESENHA DO LIVRO HÁ UM SIGNIFICADO NESTE TEXTO?



PR. JOSÉ TIAGO XAVIER COSTA * Título. Vanhoozer, Kevin J. Há um significado neste texto? Interpretação bíblica: os enfoques contemporâneos/ Kevin J. Vanhoozer; tradução Álvaro Hattnher – São Paulo: Editora: Vida, 2005Título original: Is There a Meaning in This Text?Páginas: 663 / Categoria: 1. Bíblia - Hermenêutica / 2. Hermenêutica I. Título. II. Título: A Bíblia, o leitor e o conhecimento literário.Kevin J. Vanhoozer escreveu este livro em resposta ao significado do texto, aos debates sobre teoria literária e da pós-modernidade. Vanhoozer esclarece o porquê de sua obra dizendo que “Este trabalho,… é uma investigação teológica sobre as raízes da atual crise da teoria literária, ou seja, a desconstrução ou o ‘ desfazimento’ do autor, do texto e do leitor”. (p. 39) O seu propósito foi apresentar o significado e a interpretação do texto numa visão cristã. Os seus argumentos foram “ … pelo fato de o desfazimento da interpretação apoiar-se em um erro teológico, precisamos da teologia para corrigi-lo.” E “… que a teologia cristã, e não a desconstrução, é a melhor resposta para o desafio ético do ‘outro’”.  O escritor mostrou alternativas sobre as teorias literárias, Vanhoozer apresentou a seguinte declaração “…o anúncio feito por Derrida da morte do significado nos alerta para o laço indispensável entre a teoria literária e teológica.” (p. 231).    Quando Vanhoozer apresentou o aspecto da teoria literária, da morte do autor, como resposta a crise teológica (p. 231), o mesmo descreveu estes argumentos como centrais em sua abordagem. O escritor apresentou descrevendo autores como Jacques Derrida, J. Severino Croatto  e Ferdinand de Saussure. Isso propôs nos argumentos do escritor o seu parecer equilibrado diante da Bíblia como Palavra de Deus, onde ele confirmou o sendo do contexto máximo das Escrituras em Deus quando declarou “…se estamos lendo a Bíblia como a Palavra de Deus, sugiro que o contexto que produz esse sentido máximo é o cânone, tomando como ato comunicativo unificado.” (p. 324). Diante de suas opiniões, Vanhoozer primeiro apresentou os recursos filosóficos significativos: os atos de fala de Searle, a hermenêutica de Ricoeur e a teoria social de Habermas. Segundo, o autor apresentou três problemas com relação à teoria cartesiana, (p. 276), evidenciando o ‘autor’ como agente comunicativo. O mesmo acrescenta que “… estou reposicionando o autor como agente histórico… Isto não é simplesmente uma rejeição a Descartes, mas um retorno à antropologia do Antigo Testamento e do Apóstolo Paulo.”  (p. 278). E terceiro Vanhoozer acreditava na intenção do autor, ou seja, de que maneira o significado sobrevém às marcas escritas.Para trazer sua base bíblica, Vanhoozer apresenta ‘Uma hermenêutica da cruz’ para que dessa maneira oferecesse um modelo que apresentasse a resposta à pergunta “O que estou fazendo neste texto?”. Ele apresenta uma hermenêutica trinitariana, não como uma ilustração é sim como um processo intelectual. Vanhoozer comenta sobre isso: “Não estou começando com um modelo filosófico e dizendo ‘A Trindade é assim’. Nem estou usando a Trindade para justificar sua distinção tripartite envolvendo o corpo, a alma e o espírito de um texto. Meu recurso à Trindade surge da percepção de que a crise literária sobre o significado textual está relacionado à crise filosófica mais ampla que diz respeito ao realismo, à racionalidade e ao direito, e que essa crise, resumida no termo ‘pós-moderno’, é, por sua vez, explicitamente teológica”. (p. 529). A partir daí Vanhoozer apresenta o ícone verbal sendo Cristo do invisível (Cl. 1.15). O ícone, segundo Vanhoozer, é uma testemunha da transcendência originada na transcendência. (p. 535)Vanhoozer  apresentou algumas biografias relevantes para aqueles que desejarem aprofundar diante do assunto desenvolvido em seu livro. A obra de Wittgenstein, Philosophical Investigations (Investigações Filosóficas); A obra de J. L. Austin, How to Do Things with Words (Como fazer coisas com palavras); Knapp e Michaels em seu ensaio, Agains Theory (Contra teoria); Os mesmos autores no segundo ensaio “Against Theory 2: Hermeneutics and Deconstruction” (Contra teoria 2: hermenêutica e desconstrução). O livro de Searle, Speech Acts (Os atos de fala). Outro ensaio de J. L. Austin, “There Ways of Spilling Ink” (Três maneiras de derramar tinta). A obra de Albert Schweitzer “The Quest of the Historical Jesus (A busca do Jesus histórico).Na minha opinião, este livro despertou a total seriedade neste assunto. Na teologia Kevin J. Vanhoozer apresentou como abordagem no seu livro os temas da doutrina da criação, encarnação, revelação e reconciliação. Aprendi a importância de encontrar os pecados com que os interpretes corriqueiramente estão dispostos a cair, tais como; orgulho e preguiça. Percebo também novas idéias como o conceito do autor como ferramenta ao texto. Toda leitura é uma leitura contextualizada. Que a interpretação envolve conhecimento histórico, como também, o significado é histórico, e que os textos sem autores históricos são textos sem significados. A síndrome do texto vazio. Interessante o subtítulo de ‘Entendimento e Sobreentendimento’ buscar em primeiro lugar entender, ou seja, respeitar o ato intentado pelo autor. Como o próprio Vanhoozer afirmou citando Robert Polzin no seu livro “The Literary and Theology, p. 95. “É o autor que ativa o sistema de linguagem, o autor quem inicia um evento de discurso, o autor que significa.” (p. 278).Diante das dificuldades contemporâneas, principalmente na área hermenêutica, a obra de Vanhoozer traz em tom de aconselhamento em manter o interesse no significado do autor através do texto bíblico. Que o texto é um ato comunicativo, como também os autores são agentes comunicativos igualmente responsáveis pela existência do texto. O texto continua sendo o que é, mesmo na ausência do autor. Vanhoozer acrescenta que “Nem a autoria nem a interpretação fazem sentido se a linguagem é algo meramente particular.” (p. 277).  Portanto, a Bíblica contém uma mensagem redentora, no meu ponto de vista, como também, enfatizo total evidencia na interpretação das Escrituras com o pano de fundo contextual. Aprendi que existe um significado nesse texto porque ele é o produto de atuação comunicativa. Aprendi que discernir as intenções do autor no texto bíblico é entender a relação entre sua ação e seu contexto amplo. Concentrando no cenário brasileiro, este livro traz respostas as tendências da nova hermenêutica que contamina o cenário brasileiro. A citação de Croatto, por exemplo, evidencia a importância deste livro no contexto brasileiro.  Na minha leitura não proponho nenhuma dúvida ou discordância com o livro de Vanhoozer, apenas acrescento a necessidade da leitura deste livro como uma ferramenta em prol de uma teologia mais bíblica no contexto brasileiro. Recomendo este livro a todo o ministro que se propõe a dedicar de antemão as Sagradas Escrituras deva lê e exercer as regras, por assim dizer, deste livro. O que Kevin Vanhoozer apresenta deva ser acrescentado ao leitor ministro como uma resposta a hermenêutica moderna que desfaz o autor, o texto e o leitor.  Não indico a todos os cristãos, pelo fato da existência de certas palavras e conceitos que dificultaria a compreensão, proponho e reafirmo a leitura deste livro aos ministros.  Este livro começa examinando paralelamente os conceitos pós modernos com os conceitos tradicionais do Vanhoozer. Na segunda parte, o autor apresenta a possibilidade do conhecimento literário através da doutrina cristã. A conclusão do seu livro revela a visão do autor em sua ‘hermenêutica da cruz’ apresentando uma hermenêutica trinitariana, não como uma ilustração e sim como um processo intelectual.* Ministro Congregacional. Formado em Teologia no Seminário Teológico Congregacional em Campina Grande - PB. Mestrando em Hermenêutica no Instituto Bíblico Betel Brasileiro em João Pessoa - PB. Atualmente morando em Santa Cruz do Capiberibe - PE.

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