DEFENDENDO A FÉ DESDE 1536; Sola Scriptura, sola Gratia, sola Fide, soli Deo Glória, solus Christus;

DEFENDENDO A FÉ DESDE 1536; SOLA SCRIPTURA, SOLA GRATIA, SOLA FIDE, SOLI DEO GLÓRIA, SOLUS CHRISTUS; Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos. Judas:3;

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Caráter do "Lider" que Deus usa | Russell Shedd



Aliderança exige seguidores de confiança. A fé, no bom juízo e visão do cabeçade uma organização, durará somente enquanto o líder estiver dando à seusseguidores razões para nele confiar. A confiança tem suas raízes no caráter. Épor isso que o caráter é central na liderança efetiva. Os líderes queapresentam os mais nobres traços de caráter não precisam se manter no poder porforça bruta ou engano. “A que a liderança e o gerenciamento são duas funçõesdistintas.”·        O gerenciamento preocupa-se com ocontrole, a eficiência e as regras, enquanto que a liderança deve se preocuparcom a direção, o propósito e o sentimento familiar.·        A liderança sugere seguidoresvoluntários, ao passo que, o gerenciamento, muitas vezes, exige a obrigação e odever. ·        O cabeça da companhia pode serconsiderado um bom gerente se ele toma decisões que aumentarão a rentabilidadeda organização. ·        A liderança deve ter uma visãomaior, direcionada ao bem-estar, a longo prazo, de todas as pessoasbeneficiadas pela organização. ·        O gerenciamento preocupa-se com aqualidade do produto e seu bom nome, enquanto que, a liderança olha, emprimeiro lugar, para a justificativa moral da fabricação do produto."Gerenciamento é fazer as coisas de uma forma correta. ·        Liderança é fazer as coisascorretas. Gerenciamento é eficiência subindo a escada do sucesso; liderançadetermina se a escada está posta contra a parede certa". Oautor de Hebreus refere-se a liderança quando ele exorta seus leitores: "Obedecei aos vossos guias e sede submissospara com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, paraque façam isto com alegria e não gemendo" (Hb 13.17). Um líder temseu olho no Dia do Juízo, quando seus seguidores louvarão a Deus por ele, ou ocondenarão por ter colocado pedras de tropeço no caminho deles. Os traços docaráter, que seguem abaixo, são seguros, à toda prova, no que diz respeito a umhomem que é usado por Deus.SantidadeAprimeira exigência de um líder cristão é santidade. Ele precisa ser sensível aopecado que outros possivelmente consideram aceitável. Isaías tornou-se sensívela sua fala impura logo que viu o Senhor exaltado no templo. O tremendo som darepetição de "santo é o Senhor dos Exércitos" pelo serafim,estarreceu-o (ls 6.1-3). Ele gritou:”Ai de mim! Estou perdido!" (v.5).Esse foi o efeito que a visão teve no jovem profeta. Éimprovável que lsaías usara uma linguagem mais violenta, impura ou blasfema doque seus contemporâneos. Porém, um sentimento de culpa tomou conta dele noambiente santo que enchera o templo. O véu, que separava a realidade do céu dascoisas terrenas, foi partido. Deus preparou Isaías para liderar, fazendo-ocompletamente miserável diante de sua natureza pecaminosa.Deuscomanda todos os seus filhos: "Sede santos, porque eu sou santo" (IPe1.16; Lv 11.44; 19.2). Ele, assim, revela ambos - a base e o padrão dasantidade. O alicerce da santidade do líder está no caráter do Deus que eleestá representando. Se a descrição, "homem de Deus", falha emrepresentar a pessoa em comando, a organização cristã que ele lidera se sentirámais livre para andar nas trevas. Um modelo com ações dúbias encorajaseguidores a dar "jeitinhos" e ser hipócritas. Ocomportamento não apropriado para um líder torna a nova natureza dos filhos daluz em uma farsa (Ef 5.8). Asantidade, do ponto de vista humano, coincide com boa reputação. Pedro nãosomente exortou os crentes da Ásia Menor para serem santos, mas para:"Manter exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que,naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos emvossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação" (IPe 2.12). Omundo secular do primeiro século acreditava que os cristãos eram maus.Acusaçõesdas mais variadas e absurdas foram motivos de mexerico. Contudo, as boas obrasdos cristãos e a preocupação amorosa dos crentes continuavam a desmentir asacusações pagãs.Aimportância da boa reputação de um líder é algo de conhecimento geral.Confiança é algo tão crucial, especialmente na liderança, que uma reputaçãomanchada criará sérios problemas. Quando se espalha a notícia de que um pastorou um líder é uma pessoa adúltera, isso causará ondas de choque na congregação.Semelhante à um terremoto, a destruição que isso acarreta à fé de jovens eadultos pode ser igualmente devastadora. Certamente, esta é a razão que Jesusatribui tão terrível condenação àqueles que causam a queda dos"pequeninos", isto é, dos crentes novos e instáveis na fé. Em algunscasos, eles não sobreviverão ao choque (Mt 18.1-11).·        Não somente pecado sexual, mas todasas obras más que possam arruinar o bom nome do líder têm um efeito destrutivonos seus seguidores.Osapóstolos alistaram uma boa reputação como a primeira exigência para aquelesque haveriam de ocupar a função de liderança (At 6.3). Na lista de exigênciaspara o' ofício pastoral, "irrepreensível" é a primeira (1Tm 3.2; Tt1.6). Paulo foi bem cuidadoso ao apresentar as credenciais de uma vida exemplardiante de seus acusadores em Cesaréia (At 22-26). Opeso de suas últimas palavras aos anciãos da igreja em Éfeso, também demonstrasua boa reputação (At 20.17-35). É sábio que uma igreja pro¬cure saber o máximopossível à respeito do pastor convidado para liderá-la. Quando se levantamdúvidas e perguntas não respondidas referentes à sua reputação, a igrejaprecisa exercitar grande relutância para oferecer a posição a tal homem. Areputação, uma vez prejudicada, somente poderá ser restaurada durante uma longacaminhada de integridade.StephenNeill, falando a alguns líderes ambiciosos, disse-lhes: "Os anos, entre quarenta e cinqüenta, são os mais perigosos davida de um homem. Esse é o tempo em que nossas fraquezas internas são maispropensas a aparecer [...] É bem melhor descobrir agora, enquanto jovens, quaissão as nossas fraquezas, e trabalhá-las [...] do que deixar os anos nos abater,trazendo-as à tona, bem quando é o tempo em que deveríamos estar crescendo àestatura de líderes e pilares na Igreja”.Umlíder não cai de repente, mas é como uma árvore em um processo vagaroso deapodrecimento interno; ela cai, quando um vento forte sopra, porque a doençahavia enfraquecido a estrutura interior. Porém, há sinais de aviso. Um índicebaixo de disciplina em áreas como fantasias e sonhos, comida, vícios a algunshábitos ou apetites, mostram claros sinais de perigo. A falta de compromissocom os princípios éticos e doutrinários deve ressoar como um alerta. A recusade prestar-se contas a alguém, que não seja a si mesmo e a racionalização doserros cometidos acarretam o enfraquecimento da consciência. Além desses, hátambém outros sinais de alerta. "Eu não posso jamais pensar que, já queDeus tem-me perdoado, eu deva perdoar-me de forma fácil". Essa foi umaregra vivida por Charles Simeon de Cambridge, na Inglaterra, um pastor que Deususou poderosamente no começo do século XIX.Cheiodo Espírito Santo"Cheiodo Espírito" foi o segundo traço de caráter que os apóstolos solicitaramdos líderes que cuidavam da  distribuiçãodiária (At 6.3). Há alguma controvérsia com relação ao significado dessa frase,mas é razoavelmente claro que a "plenitude do EspíritoSanto"significa três coisas:1.       Primeiro,significa que o líder tornou-se corajoso e valente. A realidade do Espírito navida de um homem como Pedro pode ser vista em seu sermão no dia de Pentecostes(At 2), e em sua resposta corajosa aos líderes e anciãos dos judeus, que tinhamo poder de colocá-lo na prisão e matá-lo (At 4.8). O encontro de oração, apósas ameaças dos líderes do Sinédrio, resultou em um novo encher do Espírito. Aconseqüência foi que eles "com intrepidez, anunciavam a palavra deDeus" (At 4.31).Estêvãofoi um dos sete que convenceu a igreja de Jerusalém que ele estava "cheiodo Espírito". É surpreendente a tremenda coragem com a qual expressou suainterpretação do Antigo Testamento com relação a Jesus, como o Messias. Ele erasabedor de qual seria a reação da sinagoga, mais ainda assim, permaneceu calmoe despreocupado, enquanto a manifestação determinara apedrejá-lo (At 7.54-60).Liderança e um "espírito de medo" não casam-se. Timidez em um lídernão é um sinal saudável nem promete sucesso (cf. 2Tm 1.7).2.       Segundo,o enchimento do Espírito é encontrado no zelo e poder evangelístico que Filipedemonstrou em Samaria. Foi tão impressionante a unção pela qual Filipeproclamara Cristo (At 8.6), que multidões deram atenção ao que disse. Além domais, os demônios gritavam quando foram expulsos das pessoas possuídas. Elerealizou milagres poderosos de curas de doenças físicas (v.7). Atualmente, nãoexigimos de líderes de organizações cristãs que realizem milagres, mas zelo porDeus e seu Reino são evidências claras da presença do Espírito.Osignificado do controle desimpedido do Espírito na vida de uma pessoa pode serobservado na vida de Whitefield. "George Whitefield foi imensamente usadopor Deus, porquanto ele e John Wesley viraram de cabeça para baixo a Inglaterrapara Cristo, e salvaram, pela graça de Deus, as ilhas britânicas de uma réplicada Revolução Francesa. Foi falado a respeito de Whitefield, 'Do momento que elecomeçou, como um jovem, a pregar até a hora da sua morte, ele não conheceunenhum abatimento da paixão. Até o fim da sua incrível carreira, sua alma foiuma chama de zelo ardente pela salvação dos homens'''.3.       Terceiro,a plenitude do Espírito significa que o líder não está sozinho. Ele tem um"assistente divino". Sem o Espírito, será que Filipe saberia queprecisava deixar o ministério frutífero em Samaria e viajar à Gaza para unir-seao carro do eunuco, mordomo-mor de Candace, rainha dos etíopes (At 8.26-31)? Ouserá que Paulo teria exercido a coragem e o entendimento de desafiar Elimas, omágico, e puni-lo com cegueira, para que o procônsul de Chipre viesse a crer noSenhor (At 13.7-1O)? Permanecede importância máxima que o líder saiba a mente do Senhor antes de tomardecisões que venham afetar a sua vida e a vida de outras pessoas. Todos osfilhos de Deus devem ser guiados pelo Espírito (Rm 8.14) ou "andar noEspírito" (GI 5.16,25), mas é ainda mais importante que o líder seja assimliderado. Suas decisões afetam mais pessoas. Sua vida chama a atenção como ummodelo exemplar.SabedoriaAigreja de Jerusalém tinha acabado de nascer quando as circunstâncias levaram aIgreja e os apóstolos, a entender que eles eram incapazes de gerenciar o fundode distribuição às viúvas, além de seus outros deveres. Acrítica às práticasinjustas dessa distribuição estava bem fundamentada (At 6.1). Osapóstolos reconheceram a importância de manter o amor mútuo e a unidade naigreja. Consequentemente, eles formaram a base para um segundo nível deliderança, mais conhecido como "diaconia”. A sabedoria é a chave virtuosaentre as qualidades que os sete homens precisavam. Como a igreja de Jerusalémentendia esse termo? Uma vez que Tiago pastoreara aquela igreja depois que osapóstolos se espalharam, podemos contar com sua ajuda para uma definição. Sabedoriasignifica mais do que mera inteligência. Enquanto esta se refere à habilidadede resolver problemas de forma correta pelo uso da razão e experiência; aquelarefere-se à inteligência divina. Soluções humanas aos problemas são avaliadosna base das vantagens que aquelas soluções trazem àqueles que estãoencarregados. Isso explica a descrição de "sabedoria” que Tiago chama deterrena e natural (Tg 3.15). Esta é a motivação que produz um "sentimentofaccioso", o qual normalmente cria "inveja amargurada”. Asabedoria lá do alto, por outro lado, é "pura” (v.17). Isto é, livre decontaminação facciosa. Ela produz paz, em vez de contenda e disputa. É"gentil", ou seja, preocupada com o sentimento dos outros. É"razoável", disposta a ceder e a negociar. A sabedoria celestial é"plena de misericórdia", mostrando seu amor a outros. "Bonsfrutos" caracterizam o resultado dessa sabedoria em ação. Onde a"sabedoria" é usada, ações generosas e boas serão certamenteencontradas. Sabedoria significa prontidão e perseverança, além da ausência dehipocrisia (T g 3.17).Pauloexpressa a verdadeira natureza da sabedoria que vem de Deus como o caminho dacruz pelo qual ele salva pecadores desamparados (1Co 1.19-25). Deus demonstra seuamor incondicional pelos seus "inimigos", providenciando, através desua morte agonizante, completo perdão e reconciliação.Atravésda Bíblia, podemos ver vários exemplos de liderança sábia. Daniel é um doscasos mais extraordinários. Ele decidiu não se contaminar com a escolha dacomida e da bebida do rei. Sua decisão não foi baseada em nutrição nem paladar,mas, na convicção de que a Bíblia proibia a comida "impura", que elee seus três companheiros eram obrigados a comer (Dn 1.5,8). Já que Daniel era olíder do grupo de judeus cativos, sua decisão influenciou-os a fazerem o mesmo.Em sabedoria, Daniel não somente recusou comer o que Deus não permitira, mastambém, designou um plano pelo qual sua decisão não resultaria no desagrado dorei. Os dez dias de teste foram suficientes para provar que legumes e águaeram, na verdade, mais saudáveis do que o cardápio do rei (Dn 1.15). Além domais, o Senhor deu sabedoria e inteligência para que os quatro jovens hebraicosfossem dez vezes mais doutos do que todos os outros quando chegou a hora deresponder às perguntas do rei (v.20)Danieldeixou evidente seu hábito de oração, não mantendo-o em segredo, para queassim, pudesse encorajar outros judeus cativos a continuarem buscando o Senhorpublicamente (Dn 6). Embora ele tenha sido lançado na cova dos leões, Deushonrou sua escolha desprendida, preservando sua vida. Certamente, milhares dejudeus cativos foram fortificados em sua fé ao saberem que Daniel tinhaescolhido viver pela sabedoria celestial. Imagine o quanto foram encorajados aosaberem que Deus preservara a Daniel das ameaças do seu inimigo! Na verdade, Danielsaiu dessa situação mais forre do que nunca. Danielcorajosamente demonstrou que Deus era confiável se seus seguidores fossemorientados pela sabedoria divina. Ele comunicou essa sabedoria teológica aNabucodonosor. Como um ditador antigo do Oriente, que reinou inteiramente porsua ambiciosa inteligência humana, Nabucodonosor, não foi um aluno apto. Veja otestemunho de Daniel acerca de Deus ao rei: "Seu domínio é sempiterno, eseu reino é de geração em geração. Todos os moradores da terra são por elereputados em nada; e, segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu eos moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: 'Quefazes?'" (Dn 4.34-35).Acapacidade de Daniel para liderar, desde sua mocidade, cresceu da sua convicçãoà respeito de Deus e da sabedoria que esse conhecimento instilara em seucoração. Um líder, segundo o padrão de Deus, certamente demonstrará a sabedorialá do alto, concedida pelo Espírito Santo de Deus àqueles que, como Daniel,buscam-na para si.FéLucasnão alista "fé" entre as qualidades que os apóstolos consideraramessenciais para a liderança que cuidaria do fundo de distribuição das viúvas naigreja de Jerusalém. Ele, porém, descreve Estevão como um "homem cheio defé" (6.5). Isso talvez sugira que essa tremenda qualidade em Estevão nãofosse necessariamente exigida de todos os homens selecionados pela igreja.Certamente, é um traço espiritual central de todos que desejam ser líderes piedosos.Oautor do livro de Hebreus afirma que "sem fé é impossível agradar aDeus" (11.6). Deus nunca poderia agradar-se de um líder que exerceautoridade em seu Reino, que não seja um homem de fé. A fé de Estevão excederana forma que interpretou a história da salvação de Israel. (At 7). Cada eventoé entendido à luz da intervenção e do soberano controle do Senhor sobre oseventos passados. Aqui, não existe uma visão secular do passado comohistoriadores escrevem hoje. Devido Estêvão ter podido detectar a mão de Deusabençoando e julgando Israel, ele pôde ver a glória de Deus independentementedos planos assassinos dos judeus (7.55). Ele também pôde ver Jesus assentado àdireita de Deus e ter certeza que derrotas, na Terra, são vitórias, no Céu.Paulotambém não interpreta os eventos recentes em sua vida, como marcas dos golpesvencedores do diabo. Ele escreveu: "Porque não queremos, irmãos, queignoreis a natureza da tribulação que nos sobreveio na Ásia, porquanto foiacima das nossas forças, a ponto de desesperarmos até da própria vida. Contudo,já em nós mesmos, tivemos a sentença de morte, para que não confiemos em nós, esim no Deus que ressuscita os mortos" (2Co 1.8-9). O apóstolo via arealidade pela lente da fé.AmorExistealguma qualidade de que um líder careça mais do que o amor? A civilizaçãoocidental se deteriora rapidamente devido ao egoísmo que penetra nossa culturaatual. O "fazer algo de forma correta” tomou o lugar do "fazer obem". Essa é a nova prioridade do nossos dias, colocando o amor em segundoplano. O controle de qualidade se tornou mais importante do que o sacrifício emfavor de outras pessoas. O "salvar a vida” por meio da "perda dela”por Cristo e pelos necessitados não é mais algo popular, atualmente, emboraseja o ponto central daquilo que Jesus exige de seus seguidores (Lc 9.23-24). Oamor é mais importante no Novo Testamento do que os dons espirituais ou oconhecimento (1Co 13; 8.1). Uma liderança sem amor é como um corpo sem o coração.Morta e sem sentido, ela promove vaidade, em vez de maturidade cristã. Pauloescreve para os Coríntios que o amor de Cristo nos constrange (2Co 5.14).Significa que qualquer pessoa que sente intimamente o amor que Cristo tem porela, desejará segui-Io, e servi-Io. O custo do sofrimento e do esforço não éimportante. A mesma verdade é válida para relacionamentos entre líderes eseguidores. A lealdade estabelece as raízes firmes nos corações daqueles quesentem que seus líderes verdadeiramente os amam. É por isso que Jesus fez ocontraste entre o mercenário e o pastor, em João 10. O mercenário não é o donodas ovelhas, nem se preocupa com o que acontece com elas. Quando o loboaparece, ele foge. Não sente nenhuma necessidade de arriscar sua vida pelo bem-estare proteção das ovelhas (vv.12,13). O amor do pastor, ao contrário, é tão íntimoe  sacrifical que ele dá a sua vida pelasovelhas (v. 11).Amor(agape) de caráter bíblico, não procura os seus próprios interesses, mas obem-estar de um irmão ou do próximo. Como o bom samaritano (Lc 10), ele sealegra em dar de seu tempo, transporte e dinheiro para ajudar uma vítima de umassalto. A palavra "benigno" (1Co 13.4) descreve essa qualidade. Olíder que se identifica com o sofrimento de um seguidor ganhará a sua lealdade.O amor é a qualidade que aproxima o líder do grupo. Quando membros de umaigreja sentem que seu o pastor os ama, o cinismo desaparece e a inveja evapora.Porqueserá que líderes políticos, na maioria das vezes, estão muito baixo na escala deapreciação daqueles que votaram neles? A razão princi¬pal é que os eleitoresjulgam pelas ações e atitudes que seus líderes têm, de não ter por eles maioramor do que um leão faminto tem por um veado. Amor hipócrita não é convincente,mas contraprodutivo.Os dez princípios, apresentadospor Ted Engstrom, que seguem abaixo, ajudarão o líder a fazer do amor algo prático.1.       "Precisamostomar a decisão de desenvolver amizades em que não exigimos nada em troca”.Essa é a base para o amor bíblico, incondicional e não manipulador.2.       "Devehaver um esforço consciente para nutrirmos um interesse autêntico por outraspessoas". Esse interesse deve procurar o benefício dos outros e não osnossos próprios interesses.3.       "Cadaum de nós é uma criatura ímpar. Consequentemente, levaremos tempo, e muitasvezes um longo tempo, para conhecermos uns aos outros". Tempo expressaamor de modo prático.4.       "Comprometa-sea aprender como ouvir". Ouvir atentamente é difícil, especialmente quandoa pessoa falando é monótona, mas isso expressa amor genuíno.5.       "Simplesmente,esteja presente, quer você saiba exatamente o que fazer ou não". Investirtempo em pessoas demonstrará o seu cuidado. Cuidar é amar.6.       "Sempretrate as pessoas de igual para igual". Ser um líder não faz de alguémmelhor do que outros, nem mais valioso, aos olhos de Deus.7.       "Sejageneroso com elogios legítimos e encorajamento". É impossível demonstraramor através de criticismo amargo e depreciação dos outros. Os elogios carregama mensagem oposta.8.       "Façade seus amigos prioridade, preferindo-os antes de si mesmo". O amor nãopode ser praticado sem demonstrar o valor de seus amigos a outros. Considerarcada um superior a si mesmo é uma ordem do Senhor (Fp2.3).9.       ''Aprendaamar a Deus com todo o seu coração, alma, mente, e força. Depois ame seupróximo como a si mesmo". O Senhor deixou claro que amar ao próximo estáligado com amar a Deus.10.    "Enfatizeas qualidades e virtudes dos outros, não, seus pecados e fraquezas".Pecadores, somos todos; então, é importante que um líder não dê a impressão deque ele é perfeito, sem pecados, e seus seguidores são estúpidos e ruins.ServilismoElisabethElliot, cujo marido foi assassinado por índios aucas no Equador em 1956,escreveu: "Creio que a Igreja será mais eficiente para levantar líderes,quando nós começarmos a exemplificar a serventia [...] As pessoas, muitasvezes, estão fazendo coisas normais quando Deus as chama para fazer aquilo quese torna grandes coisas. Jesus disse, 'Se você está pronto para ser o último,então, você será o primeiro. Se você está disposto para fazer coisas pequenas,então, encarregarei você de muitas coisas'. É um dos paradoxos bíblicos onde oprincípio da Cruz entra em operação ¬você ganha, perdendo; e torna-se maior,tornando-se menor. Quando nós, como Igreja, evitamos a Cruz, estamos nosprivando da possibilidade da verdadeira liderança espiritual. E, esse é o tipode liderança que precisamos hoje, mais do que nunca".Precisamoslembrar que a busca de homens para liberar os apóstolos da responsabilidade deadministrar o fundo de distribuição de recursos às viúvas na igreja emJerusalém direcionou homens para "servirem às me¬sas" (diakonein, At6.2). Um termo que Paulo usa constantemente para descrever sua própria função é"diácono" (servo).Oprofessor E. E. Ellis do Seminário Sudoeste em Forth Worth, no Texas, depois deum estudo minucioso das funções dos obreiros no Novo Testamento, fez o seguintecomentário: "Quando as designações atribuídas aos companheiros de Paulosão verificadas, fica clara a ausência de certos termos, não somente daquelesque mais tarde se tornaram tradicionais para os líderes na Igreja, mas também,os termos que identificam os dons e carismas espirituais especificados porPaulo. Em suas cartas, nenhum de seus companheiros é chamado de profeta, professorou pastor, muito menos, ancião ou bispo. As designações mais usadas são, emordem de freqüência decrescente, sunergos ("cooperador"), adelphos("irmão"), diakonos ("servo") e apostolos("apóstolo"). Paulousa diakonos em próxima relação à "obreiro" (ergates) e"ministros" (cf. 1Co 3.5, 9; 2Co 6.1, 4; 1Co 16.15-16). Os obreiros eos ministros são aqueles que têm se dedicado ao serviço dos santos. Os dons de apostolado,profecia, evangelista e pastor-mestre em Efésios 4.11 são distribuídos para apromoção e o treinamento de cristãos para o trabalho do ministério (ergondiakonias, v.12). Isso significa que nenhuma função na Igreja, sendo elaexaltada, deve ser exerci da sem um "espírito de serventia". Paulousa o termo hupereta ("servo", etimologicamente, "remador debaixo", em um navio a remo, 1Co 4.1), para enfatizar essa atitude humilde.Jesusreagiu à ambição da autopromoção dos discípulos com um ensino específico sobreservilismo. Um pouco antes de celebrar a última ceia, Jesus notou que estavam contendendoentre si sobre qual deles parecia ser o maior (Lc 22.24). Jesus contrastou seuconceito de liderança com o quadro político da sua época: "reis"locais exerciam sua autoridade tirânica sobre as pessoas e chamavam-se"benfeitores". Os líderes cristãos necessitam ser "servos"(diakonon,Lc 22.26; Mc 10.42-44).Qualfoi a intenção de Jesus ao rejeitar a mentalidade da liderança de sua época?Primeiro, ele não estava rejeitando o uso do poder. Gardner demonstra que opoder não é para ser confundido com o status e o prestígio. O poder é acapacidade de garantir o resultado que um líder deseja realizar, e preveniraqueles resultados que ele deseja evitar. "O poder [...] é, simplesmente,a capacidade de trazer à superfície certas conseqüências almejadas no comportamentode outras pessoas".Opoder é um ingrediente necessário à liderança. Todo líder necessita um certograu de poder. Enquanto uma pessoa está subindo as escadas da autoridadeestruturada de uma organização, espera-se um aumento em seu direito de usar opoder. O que determina a grandeza de um líder não é quanto poder ele tem, mas oquão eficiente ele é em usufrui-lo.18 Um líder, que é servo, não busca poderpara auto-enriquecimento, mas para a glória do seu Mestre. Um servo que servebem não se preocupa com sua fama ou bem-estar, conquanto, possa realizar osdesejos do seu Senhor. John Gardner estava certo quando observou que"poder reside em algum lugar",19 a menos que a organização estejaafundando presa no oceano da inércia e da total incompetência, como o Titanicna noite fatal de abril de 1912.Jesusfalou de si mesmo: "Pois o próprio Filho do Homem não veio para serservido, mas para servir (diakonein), e dar a sua vida em resgate pormuitos" (Mc 10.45). Servilismo para Jesus não significou renúncia de poder.Seu ministério irradiou poder, curas, exorcismos, ensino e desafios àreligiosidade hipócrita. Contudo, Jesus renunciou ao uso de poder para seupróprio conforto, fama ou satisfação. "Ele exercitou poder de formaapropriada e para fins apropriados. Sua vida proporciona o exemplo positivosobre como o poder pode e deve ser usado".Amãe de Tiago e João esperava por posições maiores de liderança para seus filhosno reino que Jesus planejava inaugurar. Não somente os filhos de Zebedeu creramque o poder e a felicidade fossem sinônimos, mas também, os outros dezdiscípulos tornaram-se ressentidos quando eles perceberam que as duas maioresposições na organização tinham sido solicitadas. Eles também estavam tãoanimados quanto Tiago e João para alcançar a autoridade e o poder no Reino.Jesus, porém, comparou o conceito mundano de "grandeza" a sua própriadefinição. "O Filho do Homem não veiopara ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos"(Mt 20.28).Jesus,embora Senhor de todos, exemplificou o servilismo de várias formas. Ele colocoude lado sua própria vontade para fazer a vontade do Pai. No jardim doGetsêmani, ele colocou de lado a tentação de insistir na sua própriapreferência para dar lugar a vontade do Pai (Mt 26.42).Elerejeitou o trono (Jo 6.14,15), mas permitiu que seus atormentadorescoroassem-no com espinhos. Ele admitiu que, de fato, era o Messias (Mc14.61,62), o Rei preanunciado de Deus, mas não reagiu com ira e condenaçãocontra aqueles que escarneceram dele, cuspiram nele e bateram na sua cabeça comum caniço (Mc 15.19, 20). Embora todas as coisas tinham sido dadas por Deus emsuas mãos (Jo 13.3), ele resolutamente escolheu não usar aquele poder para seupróprio benefício. Embora ele tivesse pouco lazer e descanso, ele teve tempopara segurar bebês em seus braços e abençoar as criancinhas. Embora umamultidão enorme lhe tivesse empurrado e apertado, procurando ajuda de todo otipo, ele teve tempo para um pequeno e desprezado coleto r de impostos penduradoem uma árvore (Lc 19.1-10). Os pedidores de esmola, os leprosos e as mulheresreceberam sua atenção e ajuda, mesmo quando os discípulos tentavam protegê-loda exigência deles. Ele não se importou com a fama e o poder, que motivavam aspessoas comuns, mas estava totalmente preocupado com a glória do Pai.Aservilidade, para Jesus, demonstra-se na sua preocupação por outras pessoas esuas necessidades, especialmente, daqueles que eram desprezados e rejeitadospela própria sociedade. Ele não somente exigiu autonegação dos seus discípulos,mas também, exemplificou-a em seu próprio viver. Jesus tinha uma missão acumprir, e não, deu importância alguma para os altos e poderosos líderes queprocuraram o bem-estar de si mesmos. "O zelo da tua casa meconsumirá" (Jo 2.17), direciona-nos para a base do desdém que Jesus sentiupela ambição e pelo poder que busca o seu próprio interesse, em vez da glóriade Deus.Aatitude servil é enraizada em motivos corretos. Quando a glória de Deus é osupremo prazer do servo, ele não tem nenhuma necessidade de fingir que é santo,como os fariseus fizeram na época de Jesus (Mt 6.1-4). Ahipocrisia é antitéticaa tudo que Jesus ensinava. Essa é a razão que ele atacou contra a pretensãoreligiosa com denúncias tão contundentes (Mt 23). Jesus alertou os títulosimportantes que os escribas e fariseus apreciavam tanto. Nem"mestre", nem "pai" e nem "líder" (kathegetes)são apropriados para a atitude servil que é essencial à liderança (Mt 23.8-10).Aatitude servil necessita crescer de uma avaliação correta das habilidades e daautoridade de uma pessoa. No mundo, autoridade é herdada através do nascimentonobre (como no caso de reis e todos aqueles que nascem em famílias com títulose nobreza), da ambição e da realização. Porém, para Jesus, autoridade e podersão dons oferecidos por Deus para pessoas indignas. "Mas, a todos quantoso receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus [...]" (Jo1.12), claramente afirma que o direito (exousian, "autoridade", vejaMt 28.18) dos príncipes da família de Deus, o Rei da glória, é distribuídoliberalmente pelo Senhor Jesus. Quando Jesus contou a parábola dos talentos,que três servos (douloi, "escravos") deviam ter dado de um a cincotalentos cada (Mt 25.15), pode ter aparentado até irônico para a sua audiência.O valor de um talento (c. 30 quilos de prata ou ouro) era muito mais do que umartesão poderia ganhar em sua vida inteira. Jesus procurava enfatizar queaqueles sem riquezas ou direitos estão sendo elevados (de alguma forma) aostatus de reis. Todavia, eles permanecem servos, que precisam prestar contas aoseu Mestre (Mt 25.19-30). Embora cuidassem do dinheiro como se fosse delesmesmos, não podiam jamais esquecer que, na verdade, não o era.Aatitude servil pode ser melhor mantida em uma democracia do que numa autocraciaou ditadura. Em um governo democrático, o líder é uma pessoa que não herdaautoridade, ou conquista-a pela força, mas ganha o privilégio de liderar. Osmembros da organização estão convencidos de que o seu líder escolhido resolveráseus problemas mais eficazmente do que qualquer outro, senão, deixariam deapoiá-lo. Porém, se um líder tem uma ambição não bíblica por poder, e portanto,usa meios ilegítimos para consolidá-la em suas mãos, deverá ser lembrado doalerta do Senhor. "Se aquele servo disser consigo mesmo: Meu senhor tardaem vir, e passar a espancar os criados e as criadas, a comer, a beber e aembriagar-se, virá o senhor daquele servo, em dia em que não o espera e em horaque não sabe, e castigá-lo-á, lançando-lhe a sorte com os infiéis" (Lc12.4-46). De certa forma, Cheryl Forbes está certa: "Os cristãos precisamdizer 'não' ao poder, individualmente e corporativamente", porquanto elaentenda esse poder como algo ilegítimo e contrário ao espírito servil.RichardFoster observou: "Aqueles que não prestam contas a ninguém sãoespecialmente suscetíveis à influência corruptora do poder [...] Hoje, amaioria dos pregadores de mídia e evangelistas itinerantes sofrem [...] da  mesma falta de prestação de contas que osprofetas viajantes do século sexto sofreram".Éverdade que líderes cristãos são, no final das contas, prestadores de contas aDeus (1Co 4.5), mas uma avaliação justa de um companheiro de viagem da estradacelestial pode ser um excelente lembrete de que a atitude de um servo necessitaser mantida por toda a vida. Alguns líderes facilmente caem no erro que osconvence de que servir seus seguidores será interpretado como fraqueza. Porém,os líderes que servem são mais eficientes do que os autocratas.24 A Bíbliaclaramente demonstra as conseqüências de se fazer escolhas que transmitam poderdesp6tico. Roboão perdeu a maior parte do seu reino por seguir conselhos dejovens que aconselharam-no dizendo que ele deveria reinar com um "dedomínimo mais grosso do que os lombos de meu pai" e forçar-lhes a carregarum jugo mais pesado daquele que Saio mão impusera (1Rs 12.10,11). Os anciãosestavam certos: "Se, hoje, te tornares servo deste povo, e o servires, e,atendendo, falares boas palavras, eles se farão teus servos para sempre"(v.7).ConclusãoNenhumavirtude bíblica deve ser premiada mais em um líder do que a vida santa, asabedoria com discernimento, a plenitude do Espírito e um senso de servilidadeequilibrado. Deus usa homens com esses perfis.Igrejase organizações que notam que essas qualidades estão em falta em seu meio,necessitam clamar ao Senhor por avivamento. O caráter carnal da igreja deCorinto pode ser facilmente explicado pelo orgulho dos líderes da igreja quesubstituíram Paulo, um servo humilde do Senhor. Seu exemplo e alertas foraminsuficientes para implantar naquele lugar um espírito servil. Os efésiosperderam seu primeiro amor (Ap 2.5) devido à liderança defeituosa. O estadomoribundo da igreja de Sardes foi a conseqüência da liderança pobre (Ap 3.1-3).A condição morna da igreja de Laodicéia foi o efeito natural de líderesorgulhosos e auto-suficientes que contagiaram a igreja com o vírus mortal domundanismo (Ap 3.13-20).Por: Russell SheddExtraído do livro: O Lider que Deus usa. 

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