DEFENDENDO A FÉ DESDE 1536; Sola Scriptura, sola Gratia, sola Fide, soli Deo Glória, solus Christus;

DEFENDENDO A FÉ DESDE 1536; SOLA SCRIPTURA, SOLA GRATIA, SOLA FIDE, SOLI DEO GLÓRIA, SOLUS CHRISTUS; Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos. Judas:3;

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O desequilíbrio acerca do dízimo e direito de amaldiçoar




Por Pedro Araújo Sim, o Novo Testamento implicou a suplantação da lei do dízimo. Dizer que a vigência atual da lei do dízimo, como era no Antigo Testamento, não encontra apoio no Novo Testamento é certo. Mas isso não significa um argumento pra que, desonestamente, passemos a não contribuir com nada, porém a maneira com que geralmente se trata a questão, no sentido de manter o dízimo como “sacramento”, não é bíblica, principalmente quando do uso, fora de contexto, do versículo áureo (Malaquias 3:10). . “Roubará o homem a Deus? Todavia vós Me roubais, e dizeis: em que Te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a Mim Me roubais, sim, toda esta nação. Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na Minha casa, e depois fazei prova de Mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se Eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes. E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos.” (Malaquias 3:8-11) O texto revela que o povo ia cultuar a Deus, mas o culto não era agradável por causa da omissão deles nos dízimos e nas ofertas. Mas esse não era o único problema, pois a questão do dízimo era apenas um dentre tantos pontos nos quais o povo estava desagradando a Deus. Como Malaquias 3:7 (versículo anterior ao trecho destacado acima) mostra, Deus está censurando o povo por causa de sua desobediência constante, geração após geração, uma desobediência generalizada. Em toda a história de Israel, o povo se desviava de Deus, então Deus os castigava, eles se arrependiam, voltavam-se para Deus, mas logo se afastavam de novo. O que Malaquias condena é mais um destes “ciclos” de apostasia, que envolviam todos os aspectos da vida do povo. Somos levados a lembrar de Malaquias somente como o “livro do dízimo”, mas o tema do livro é mais amplo, e revela a necessidade de grandes reformas na nação de Israel, denuncia os pecados de um povo sem honra, ingrato e infiel ao seu chamado, levados principalmente pelo mau exemplo dos sacerdotes, que se tornaram pedras de tropeço ao invés de bons líderes pro povo (Malaquias 2:1-8). Era um povo que bajulava pecadores, eram desonestos em seus negócios e na vida em sociedade, se contaminavam com outros povos, eram desleais às suas esposas, praticavam feitiçarias, eram impuros e oprimiam uns aos outros. Mas Deus promete a vinda do Reformador. Apesar de toda essa desobediência, Deus sempre esteve com o povo, e por isso, diante da reclamação deles de que Deus não estava aceitando o culto deles, que não respondia suas orações, que não os abençoava, Deus mostra-lhes que a razão é que eles sempre se desviavam dos caminhos d’Ele. Então Deus diz: “voltem pra Mim, que eu Me volto pra vocês” (Malaquias 3:7). Por isso é preciso entender os termos da aliança sob a qual o povo estava na época para que possamos entender o que Malaquias 3:10 está dizendo.  Quando Deus tirou o povo do Egito, a aliança que Deus estabeleceu no Sinai trazia algo que poderia ser resumida como “obediência traz a bênção e a desobediência traz o castigo”. Deus sempre ofereceu graciosamente ao povo a oportunidade do arrependimento e da mudança, mas em Malaquias o povo responde cinicamente a Deus: “o que nós estamos fazendo de errado?” – era um povo insensível, mas todos os sábados estavam lá religiosamente pra “cultuar” a Deus. Quando o povo retruca no quê deveria se voltar pra Deus, incluindo no quê estavam sendo ladrões, Deus os repreende para que parassem de se apropriar indevidamente da parte que era d’Ele. Deus considerou isso como roubo pois o povo estava descumprindo o que a lei do culto ordenava, que era que cada israelita deveria trazer como oferta a Deus 10% de tudo o que tinha – isso fazia parte do culto do Antigo Testamento. Da mesma forma que o povo estava trazendo pão imundo e animais imperfeitos para serem sacrificados, eles também não estavam trazendo o dízimo todo, não estavam colaborando com aquilo que era determinado para o sustento dos levitas, uma tribo que se dedicava exclusivamente ao serviço religioso, que não tinha tinha terras como as outras 11 tribos, e tinham que ser sustentados por estes dízimos que eram trazidos pelo povo. Como parte daquele período de “baixa” espiritual do povo, eles retinham o dízimo, portanto, o problema, como já dito, não era só o dízimo isoladamente, mas toda a situação do povo. Como o povo estava generalizadamente afastado de Deus, isso trazia maldição, o que incluía dificuldades financeiras, então a primeira coisa que eles faziam nessa situação era cortar a parte de Deus, diminuindo a contribuição, atraindo mais maldição, sem falar da avareza, da incredulidade e do egoísmo – o que acontece até hoje. Deus estava dizendo pro povo se arrepender disso. Os dízimos faziam parte da aliança de Deus com Israel, faziam parte das leis cerimoniais relacionadas ao culto, e como o povo estava descumprindo estas e outras leis, estavam sendo amaldiçoados (Malaquias 3:9). O problema não era exclusivamente o dízimo: o problema era a desobediência. O povo, se achando no direito, alegava que o ímpio prosperava, que o injusto estava enriquecendo, enquanto eles estavam só sofrendo, e Deus responde que Israel estava sendo tão injusto quanto os ímpios, por isso sofria. A única diferença que que eles iam pra “igreja”, mas no coração eles eram iguais aos ímpios. Deus fala pra que eles parassem de trazer só o que “sobrava”, e trouxessem o dízimo todo (Malaquias 3:10) para que houvesse mantimento na casa do tesouro (o local do templo onde os dízimos eram armazenados), e este mantimento (seja animais, seja grãos, seja farinha, seja “dinheiro”) compreendia o material pra sacrifícios, o que era usado pro sustento dos sacerdotes e também o que ia pra caridade para com as viúvas e órfãos. Isso dependia da fidelidade do povo. No final do verso 10 Deus os desafia a fazer prova d’Ele de que se eles então fossem fiéis Deus os abençoaria grandemente. Não era uma questão de negociar com Deus, mas de cultuar a Deus como Ele havia determinado, e o dízimo era parte integrante do culto. Hoje o dízimo é colocado geralmente como uma coisa “mágica”, mas estudando o contexto vemos que o foco não é o dízimo em si, mas a obediência do povo em cumprir os termos da aliança. Quando Deus fala no versículo 10 o foco não é uma “negociação”, muto menos uma nova “promessa”, pois eles conheciam muito bem a relação causa-efeito das promessas que já tinham: o “fazei prova de Mim”, antes de tudo, denuncia a incredulidade, associada à avareza, do povo. Nós não encontramos no Novo Testamento um mandamento específico e claro para que o cristão “pague” o dízimo; o que está mais do que claro é que todos devem colaborar com a Igreja, e devem colaborar generosamente, afinal “Deus ama quem dá com alegria” (II Coríntios 9:7) – não é ofertar como os israelitas de Malaquias faziam (animal cego, coxo, dilacerado, aleijado) mas com alegria e generosidade. Vemos a Igreja Primitiva organizando coletas pra ajudar uns aos outros, compartilhando o que tinham, vemos Paulo defender que o trabalhador é digno de seu salário (I Timóteo 5:18), e é claro que os recursos para isso vêm do bolso dos membros da Igreja. Numa questão de o quanto se deve ofertar, conforme II Coríntios 8, o crente tem que dar com proporcionalidade, de acordo com o que tiver recebido de Deus. Ora, se todos têm que dar proporcionalmente, com frequência, generosamente, isso equivale ao dízimo. Assim, os 10% do Antigo Testamento podem ser um referencial, mas esse valor não pode ser imposto como lei ainda vigente nos mesmos termos de Malaquias. O dízimo, definitivamente, não é uma lei afirmada pelo Novo Testamento, mas o ato de contribuir é algo que a Igreja voluntariamente sempre adotou e funcionou. Temos aqui no Brasil o foco no dízimo, nos 10%, na lei, na equivocada “ameaça” ou “barganha” que muitos líderes praticam baseados em Malaquias 3:10, mas hoje em países, como os EUA, onde a economia é mais estável – ou pelo menos quando a economia era mais estável – muitas igrejas faziam um planejamento, um orçamento anual, e isso é dividido entra as famílias, que podem inclusive dar mais que 10%, pagar todo mês ou de uma vez só. Em outros lugares, como na Europa, as igrejas adotavam um “dízimo” de 5% pois se fosse mais do que isso eles simplesmente teriam dificuldade de administrar, não saberiam o que fazer com o dinheiro – e dinheiro de mais onde não se sabe como gastar saudavelmente pode ser uma porta pra deslizes. Alguém pode afirmar que eles são menos crentes do que quem adota a lei dos 10%? De acordo com os contextos, varia muito, mas o princípio é que temos que colaborar. 10% é uma proporção que você encontra no Antigo Testamento, é uma lei cerimonial, não é obrigatório no Novo Testamento, portanto, a Igreja pode até mesmo adotar os 10%, mas não como lei, e sim como referência. Você não será amaldiçoado por Deus se você não der os exatos 10%! Mas Deus se desagradará se você não contribuir, se você for avarento, e não der proporcionalmente, ou seja, se for desonesto em relação ao que ganha e em relação ao que oferta. As pessoas se focam nos 10%, mas se esquecem da essência da constância, da generosidade e da proporcionalidade. Dependendo da situação da igreja, você deveria dar até mesmo mais que 10%, e muitos fazem isso, mas que seja algo voluntário. Voltando ao capítulo 3 de Malaquias, no verso 11 Deus promete que se o povo fosse fiel Ele repreenderia o devorador – que literalmente eram os enxames da gafanhotos que consumiam as plantações – e que os seus campos seriam frutíferos e a nação iria prosperar, ser feliz e ganhar respeito diante das outras nações, mas isso não só por causa do dízimo, mas porque eles se voltariam com integridade a Deus. Hoje Deus também não tem problema nenhum em abençoar quem é íntegro em suas contribuições voluntárias. Se você está acostumado a “dizimar” não há problema algum em continuar dando ofertas voluntárias proporcionais a 10% do que você ganha, mas o cristão entende que isso é algo que vem do coração, e não uma imposição da lei. Igrejas, pastores e missões não são sustentados por causa da lei do dízimo, mas pela contribuição voluntária e generosa de um povo que serve a Deus e não às riquezas materiais, e isso vem da ação do Espírito Santo em suas vidas. Muitos líderes sustentam que se não pregar “ameaçando” com as maldições de não dizimar as pessoas não irão dar nada, mas se tal argumento for assim tão necessário é sinal de que os membros dessa igreja, e seus próprios líderes, não fazem as coisas porque amam a Deus. De fato, o que mais se vê são argumentos tais como “se você não deixa 10% na igreja, você vai deixar na farmácia, na oficina”, ou “se você não dizimar Deus não pode impedir que o diabo te roube ou que você fique desempregado, afinal, você deu brecha” – tais apelações são inescrupulosas e anti-cristãs, subestimam a inteligência e a devoção das pessoas, além de revelarem a tendência que muitos cristãos ainda têm de falar que é pela Graça, mas no fundo querem se justificar pelas obras. Outro argumento que se soma a isso é que Abraão deu dízimos antes da lei (Gênesis 14.20), por isso o dízimo continua como lei mesmo depois da lei ter sido cumprida; mas Abraão e seus descendentes foram circuncidados antes da lei (Gênesis 17.23-27), então por que ninguém se circuncida hoje? Infelizmente é porque, em desonestidade para com a Palavra de Deus, muitas igrejas e líderes só mantém da lei aquilo que lhes é interessante pra manipular o povo, em vez de instruí-los, ou se auto-afirmarem como autoridades incontestáveis, e isso não é só nos dízimos, mas em questões como a guarda do sábado e o poder ou não comer isso ou aquilo. Parece que se não usar Malaquias 3:10 fora de contexto, muitos pregadores perdem o argumento, perdem o “direito” de ameaçar, perdem o “direito” de amaldiçoar o povo e mantê-los no cabresto. Dizem que se você não dizimar, de acordo com a lei do Velho Testamento, você será amaldiçoado pelo devorador (Joel 1:4), mas saiba sobre o cristão genuíno já não há mais nenhuma condenação (Romanos 8:1), Cristo nos resgatou de toda maldição que nos seria imputada por qualquer deslize que cometêssemos diante da lei (Gálatas 3:13). Temos Deus por Pai, Ele continuamente faz as coisas pro nosso bem, para que sejamos parecidos com Cristo (Romanos 8:29,28), e se o nosso padrão é Cristo, e não os avarentos deste mundo, somos livres pra fazer melhor do que “dizimar”, não por causa da lei, mas porque temos a mente de Cristo (I Coríntios 2:16). Caso usemos equivocadamente o argumento da Graça pra sermos desonestos, Deus nos corrigirá como filhos, e se for preciso passar por provações econômicas pra aprendermos a ser generosos, nós passaremos por provações (II Coríntios 8:2) e aprenderemos a não colocar o coração nas riquezas (Salmos 62:10). Quando faço estas denúncias, não é uma proposta de rebelião, mas é pra que saibamos que a autoridade vem da fidelidade à Palavra de Deus, e qualquer ensinamento que seja contra ela deve ser rejeitado. Ofertar a Deus não é uma moeda de troca, de barganha, mas é um gesto de adoração a Deus e também amor ao próximo. Se você oferta pra enriquecer, ou pra não empobrecer, então você não oferta por amor, mas movido por interesses pecaminosos. Além do mais, sobre líderes e igrejas que fazem malabarismos doutrinários pra manter que o dízimo e as “bençãos” e “maldições” que o envolvem ainda são lei vigente, a maioria deles descumpre a lei pois sustentam que dízimos basicamente são apenas pra pagar salários, contas de consumo e aluguéis – como diz o povo, é apenas dinheiro pra pastor – e por isso não fazem esforço nenhum pra usar o dinheiro arrecadado em benefício da comunidade, principalmente em ação social para com as viúvas e órfãos, pessoas necessitadas e à margem da “classe média gospel” (Deuteronômio 14:28-29 e 26:12,13). Muitos se exaltam quando é afirmado que dízimo não é do Novo Testamento pois não entenderam a essência do Evangelho. De forma alguma estou dando margem aqui pra que alguém simplesmente, e inescrupulosamente, para de “dizimar” e ofertar, mas pra dizer que Cristo resgatou também o nosso bom senso na cruz, e somos livres pra fazer muito melhor do que nos mantermos sob escravidão da lei, pois se nem quem estava “debaixo da lei” foi justificado por ela, e sim pela fé, quando mais nós (Romanos 3:19,20 e Gálatas 3:11) – digo isso pois as pessoas gostam de afirmar que estão debaixo da Graça, mas renunciam a ela e recorrem à lei conforme lhes é conveniente. Reforçando nossa base bíblica, Hebreus, principalmente os capítulos 9 e 10, deixa bem claro que todas as leis cerimoniais do Antigo Testamento se cumpriram com a vinda de Cristo (vejamos também Gálatas 4:8-11 e Colossenses 2:8-23). A lei moral de Deus permanece (Mateus 5:17,18), mas a cerimonial era transitória, pois tipificava aquilo que se cumpriu em Cristo, e ao observarmos o Antigo Testamento vemos que o dízimo estava totalmente amarrado ao sistema de sacrifícios daquele tempo (Levítico 27:32; Números 18:21-28; Deuteronômio 12:6-17, 14:22-28 e 26:12), portanto, como era praticado no Antigo Testamento, o dízimo é impraticável nos dias de hoje. Muitos usam Mateus 23:23 pra sustentar que Jesus reafirmou o dízimo, mas Jesus aqui não está falando de dízimo, mas sim censurando a hipocrisia dos fariseus, que não estavam observando com integridade os termos da aliança sob a qual estavam. Concordando também com isso, temos que notar que o Novo Testamento começa narrando o nascimento de Jesus e João Batista, mas estas mesmas pessoas que usam Mateus 23:23 pra forçar uma reafirmação do dízimo admitem que João é profeta e ainda é “Antigo Testamento”, mas inconsistentemente ignoram que de fato a Nova Aliança só começou quando Jesus morreu e, logicamente, ressuscitou (Mateus 26:28 e 27.51; Colossenses 2:14; Hebreus 9:11-17), portanto nessa passagem eles ainda estão do “Antigo Testamento”, e Jesus os censura de acordo com o próprio Antigo Testamento (Jesus sempre “quebrava” os doutores da lei usando a própria lei). Alguns ainda usam o capítulo 7 de Hebreus pra defender a validade do dízimo no Novo Testamento, mas o objetivo desta passagem não é falar sobre a validade do dízimo, mas mostrar a superioridade do sacerdócio de Cristo. A viúva no templo deu tudo o que tinha (Lucas 21:1-4), os primeiros cristãos vendiam suas propriedades e depositavam sua oferta aos pés dos apóstolos (Atos 4:34-37), os pobres da Macedônia contribuíam acima de suas posses (II Coríntios 8:1-3), os primeiros cristãos tinham tudo em comum (Atos 4:32), e isso mexia com o bolso deles. Quantos dos que dizem que o Novo Testamento mentém a lei do dízimo se dispõem a colocar a mão no bolso e fazer o que a Bíblia diz claramente o que eles de fato faziam? Portanto, o objetivo aqui não é sobre a validade do ato de contribuir, que é incontestável, mas pra que voltemos nossos olhos pra essência, refutando qualquer ensino inconsistente e desonesto na interpretação da Bíblia como um todo, além de repudiar o uso recorrente de Malaquias 3:10 pra insinuar uma barganha e, principalmente, desautorizar queles que (embora neguem com palavras mansas) no fundo lançam maldição e aterrorizam o povo com seus argumentos nesta questão. Como diz John Piper, “toda má teologia fere o povo”, pois isso devemos buscar ser o mais bíblicos possível, instruindo nossos irmãos, não simplesmente pra “discutir” teologia ou visão, mas por amor às pessoas e zelo pelo Evangelho. Se você é membro de uma igreja onde o dízimo ainda é “lei”, continue contribuindo, mas considerando em seu coação que isso é uma oferta voluntária, sabendo que os 10% não são mero padrão pra imputação de “bênção” ou “maldição”, e que em Cristo você é livre pra doar inclusive mais, e não só à igreja enquanto instituição (o que é básico), mas sempre estando de coração aberto pra ajudar também a quem precisa, e que se, por acaso, você honestamente em algum momento não puder “dizimar” com dos 10% (Deus vê nossos corações e conhece nossas motivações), ninguém tem o direito de te ameaçar. Assim, quando for o caso, não deixe de esclarecer seu posicionamento bíblico, embora saibamos que é preciso sabedoria no trato – o que muitas vezes é difícil mesmo – e que isso pode criar atrito com quem prefere os sofismas às verdades das Escrituras. Temos que orar e labutar. Lembre-se que o Espírito Santo te dá a capacidade de ser honesto, você não é justificado pelas boas obras que faz, não é mais crente ou menos crente por causa disso; você simplesmente faz o que é bom pois isso é fruto de sua nova vida em Cristo. Algumas de minhas palavras são pesadas, mas é pra que fique bem claro mesmo que nosso compromisso deve ser com o Evangelho genuíno, pois muitos são os ataques contra a sã doutrina, e eles não aliviam. Mas tudo isso que digo é em amor! Sola Scriptura! Referências: Anotações da preleção do Rev. Augustus Nicodemus Lopes, da Igreja Presbiteriana do Brasil, sobre Malaquias 3:10; e artigos relacionados no Voltemos ao Evangelho.

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