DEFENDENDO A FÉ DESDE 1536; Sola Scriptura, sola Gratia, sola Fide, soli Deo Glória, solus Christus;

DEFENDENDO A FÉ DESDE 1536; SOLA SCRIPTURA, SOLA GRATIA, SOLA FIDE, SOLI DEO GLÓRIA, SOLUS CHRISTUS; Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos. Judas:3;

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Por que Me Tornei Um Pressuposicionalista Convicto

Deacordo com a abordagem apologética do pressuposicionalismo, os cristãos deveriam pressupor a verdade do Cristianismo como o ponto de partidapara defender a fé cristã. Em adição, a Bíblia deve ser a estrutura atravésda qual toda experiência é interpretada e toda verdade conhecida.Durantetoda a minha vida cristã tenho me identificado com aqueles queafirmam ser a apologética pressuposicionalista a forma de defender as verdadesdo Cristianismo que honra a Deus. Essa era a perspectiva das igrejas comas quais me envolvi, e era a posição de grande parte do meu treinamento teológico.Assim, com respeito à apologética, o pressuposicionalismo tem sido minhaherança teológica.Todavia,houve um tempo quando comecei a me perguntar se o pressuposicionalismo era verdadeiramente a melhor abordagem apologética. À medidaque lia as obras de autores cristãos impressionantes que promoviam a apologéticaclássica e evidencialista, comecei a ter dúvidas sobre o pressuposicionalismo.Talvez eu estivesse sendo muito ingênuo e simplista ao pensarque poderia assumir as verdades da Bíblia como meu ponto de partida paradefender a fé contra os incrédulos. Afinal, era na verdade intelectualmenteaceitável assumir o que eu estava tentando provar? Não era um raciocínio circular assumir a Bíblia para provar a Bíblia? O que dizer sobre os impressionantes argumentos evidencialistas para o Cristianismo – não deveriacomeçar com esses quando lidando com o incrédulo?Enquantolutando com essas questões, eu também estava ensinando no departamentode ciências humanas de uma faculdade secular em Lincoln, Nebraska.Como lidava com ateístas e pessoas que sustentavam outras cosmovisões,tive que decidir sobre uma abordagem apropriada para explicar edefender a cosmovisão cristã. Eu me engajaria primariamente numa batalha intelectualà medida que organizasse várias evidências empíricas e históricas paradefender a fé cristã, ou começaria com a Palavra de Deus?Euconsiderei várias fontes em minha pesquisa. Acima de tudo, examineias Escrituras. Li também extensivamente as obras de pressuposicionalistas,bem como daqueles que promoviam a apologética clássicae evidencialista. Finalmente, cheguei à sólida convicção que a apologéticapressuposicional era a forma que mais honrava a Deus e mais eficazde defender a fé. Eu tornei-me um pressuposicionalista convicto e não apenasum pressuposicionalista por herança.Noprocesso de tornar-me um pressuposicionalista convicto, certos fatoresforam mais influentes. O que estou para dizer não é uma série exaustivade razões pelas quais o pressuposicionalismo é melhor, pois há muitasoutras razões que não menciono. Mas essas questões foram especialmenterelevantes para mim à medida que lutei com a questão do métodoapologético.A Depravação do HomemUmadas principais questões com respeito à apologética é ter uma antropologia (doutrina do homem) e hamartologia (doutrina do pecado) bíblica.Qual é a natureza desse homem ou mulher incrédulo? Como o pecadoafetou a capacidade dessa pessoa entender a verdade de Deus?APalavra de Deus é clara que o problema primário para os incrédulos é morale espiritual – não intelectual. O incrédulo é alguém que suprime a verdade(Rm. 1:18b), cuja mente é totalmente escurecida para as coisas de Deus(Ef. 4:18). Assim, perguntei para mim mesmo: “Qual é a melhor abordagempara lidar com a incredulidade?” É um apelo à razão do incrédulo?Arranjamoso caso para a existência de Deus e as razões históricas para o Cristianismo como a primeira linha de argumento, como os apologistas clássicose evidencialistas afirmam? Ou nossa defesa da fé deveria começar comas armas espirituais que podem penetrar o coração – a saber, a Palavra de Deuse o Espírito de Deus?Tornei-meconvicto que começar com a evidência empírica e histórica numapelo ao intelecto do incrédulo não aborda na verdade o cerne do problema.Se o problema principal do incrédulo é moral e espiritual, não deveriaminha estratégia como um cristão abordar diretamente os problemas moraise espirituais do incrédulo? Deveria eu fazer um apelo à razão do incréduloe oferecer-lhe a oportunidade de examinar se as evidências estão verdadeiramentedo lado do Cristianismo?Certamenteeu creio que as evidências empíricas e históricas, quando propriamente entendidas, apóiam a cosmovisão cristã. E eu não sou contra usaressas evidências dentro de uma estrutura pressuposicionalista. Mas passei acrer que o ponto de partida para lidar com a incredulidade era a Palavra de Deuse o Espírito de Deus. Eu não poderia colocar a existência de Deus ou a autoridadeda Bíblia numa mesa de laboratório, para ser examinada por um incrédulo,que é por natureza alguém que suprime a verdade com a sua mente obscurecida.A Bíblia não concede ao incrédulo tal autonomia, nem eu deveria fazê-lo.Àmedida que examinei as obras de autores pressuposicionalistas e aquelesque defendiam a apologética clássica e evidencialista, tornei-me convictoque a abordagem pressuposicionalista levava a sério a natureza do homeme do pecado. Embora queira ser cuidadoso contra fazer declarações universais,parece-me que a maioria das obras a partir de uma perspectiva clássicaou evidencialista simplesmente pula para “evidências” a favor da fé cristã,sem muita discussão ou pensamento com respeito à natureza do homeme do efeito do pecado sobre ele. Em outras palavras, percebi que a maioriadesses escritos não considerava as doutrinas bíblicas do homem e do pecado.Por outro lado, os pressuposicionalistas, de forma correta, fazem a devidajustiça ao ensino bíblico sobre antropologia e hamartologia. Esse foi umfator importante em minha decisão.Implicações da Imagem de Deus e a Ordem CriadaAsimplicações teológicas da imagem de Deus e a criação de Deus tambémforam importantes no meu processo de tornar-me um pressuposicionalistaconvicto. Quando ponderava sobre a questão da apologética,me perguntava: “Existe algum ponto de terreno comum que nós quesomos cristãos compartilhamos com todos os incrédulos?” Há algo que podemosassumir que todos os incrédulos conhecem, e que possamos usar comoo fundamento para o evangelismo e a apologética?Aresposta da Escritura é um ressonante SIM! A resposta é a imagem deDeus. Mesmo após a Queda de Adão, todas as pessoas possuem a imagem deDeus (veja Gn. 9:6; Tiago 3:9). As implicações para isso são gigantescas. A imagemde Deus em cada pessoa significa que todo o mundo já conhece certasverdades. Romanos 1 indica que cada pessoa já “conhece a Deus” (v. 21)em algum sentido. Sem dúvida, os incrédulos não conhecem a Deus como seuSalvador, mas eles sabem que Deus existe. Eles também sabem que são pecadorese responsáveis diante de Deus. O Salmo 19:1-6 indica que a criação gritaa existência de Deus a todos, 24 horas por dia.Essaverdade tem grandes implicações para a apologética. Os apologistasclássicos dizem que devemos tomar uma abordagem de dois passoscom os incrédulos. Devemos usar primeiro várias evidências para convencero incrédulo da existência de Deus e então usar as evidências históricaspara estabelecer a verdade do Cristianismo. Mas se todas as pessoas foramcriadas à imagem de Deus e sabem intuitivamente que existe um Criador,e se a criação grita para o incrédulo que Deus existe, por que eu deveriapermitir que o incrédulo questione seriamente se Deus existe ou não? Elejá sabe que o Deus da Bíblia existe.Claro,em sua rebelião ele suprime essa verdade em injustiça, mas no fundodo seu coração ele já sabe que Deus existe e que ele está em rebelião contraesse Deus. A existência de Deus não tem que ser colocada na mesa paraanálise. Como criaturas à imagem de Deus, todos nós já sabemos isso. A questãoprincipal para todos nós é: “Submeteremo-nos ao Deus que sabemos existir?”Creioque o pressuposicionalismo aborda de maneira mais adequada os conceitosda imagem de Deus e o testemunho de Deus por meio da criação. Esseé um conceito muito libertador. À medida que flertei com a apologética clássicae evidencialista, percebi que a pessoa deveria estudar uma grande quantidadede ciência e filosofia para confrontar adequadamente o incrédulo numnível intelectual. Uma pessoa deve ter um Ph.D. nessas áreas para defendera fé? O que dizer do cristão que não conhece muito sobre essas “evidências”para a fé cristã?Umentendimento apropriado do pressuposicionalismo é encorajador parao cristão mediano. Essa abordagem ajuda-o a entender a grande vantagemque ele tem. Em vez de entrar numa luta intelectual com o incrédulo,podemos proclamar com autoridade o que nós e o incrédulo já sabemosser verdade – “O Deus da Bíblia criou você. Você está em rebelião contraEle. Arrependa-se. Renuncie sua guerra e confie nele para salvação!”Assim,a pessoa que tem sido um cristão por apenas um dia, ou uma senhora idosasem nenhum treinamento teológico formal, pode enfrentar o incrédulo, nãoimporta quão esperto ele seja, e dizer: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo”,e fazê-lo com confiança.Euaprecio a obra feita por apologistas que não são pressuposicionalistas.Visto que este é o mundo de Deus, creio que todo o registrohistórico e empírico, quando corretamente entendido, apóia o Cristianismo.Vejo que meu coração se encoraja quando leio como as descobertasda ciência e da história alinham-se com o que Deus já declarou emSua Palavra. Todavia, por causa da natureza do homem, não posso começarcom a ciência e a história. Eu devo começar com o testemunho do Deusque existe e Sua Palavra inspirada e autoritativa. Não posso conceder ao homemnatural a autonomia para questionar a Deus e usar sua razão para fazerconclusões contra Deus.Existemmuitos outros aspectos da apologética pressuposicional que descobriserem úteis, mas estão além do propósito deste testemunho. Mas foi oentendimento bíblico da depravação total, da imagem de Deus e da ordem criadaque fez a diferença com respeito ao método apologético que escolhi usar.Esse é o porquê sou agora um pressuposicionalista convicto.Sobre o autor: MichaelJ. Vlach ensina Apologética,Teologia História e Teologia no Master’s Seminary em Sun Valley,Califórnia.Fonte: Faith for All of Life, Jul./Ago. 2007, p. 24-25.Tradução: FelipeSabino de Araújo NetoFonte: Monergismo

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