DEFENDENDO A FÉ DESDE 1536; Sola Scriptura, sola Gratia, sola Fide, soli Deo Glória, solus Christus;

DEFENDENDO A FÉ DESDE 1536; SOLA SCRIPTURA, SOLA GRATIA, SOLA FIDE, SOLI DEO GLÓRIA, SOLUS CHRISTUS; Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos. Judas:3;

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Lutero não era um calvinista de cinco pontos


Por James R. Swan Enquanto as similaridades e diferenças acima mostram que a visão de Lutero da predestinação é repleta de equívocos de ambos luteranos e calvinistas, os reformados precisam evitar dizer que Lutero era um calvinista de cinco pontos. É fácil pensar que simplesmente porque Lutero acreditou em uma forma de predestinação, ele então logicamente abraçou todas as outras pétalas da tulipa calvinista. Os comentários de Lutero sobre o cativeiro da vontade têm sido freqüentemente repetidos por calvinistas ao descrever a depravação total. Calvinistas mantêm, “Homem em seu estado natural é incapaz de fazer qualquer coisa ou desejar qualquer coisa agradável a Deus. Até ele ser 'nascido de novo' do Espírito Santo, e dado um espírito humano vivente, homem é escravo de Satanás que direciona o homem a cumprir os desejos da carne que são inimizade contra Deus”. Igualmente Lutero declarou, “A vontade humana é colocada entre os dois como um animal de carga. Se Deus montá-lo, ele deseja e vai onde Deus desejar, como o salmo diz: 'Me tornei como um animal [perante ti] e estou sempre contigo' . Se Satanás montá-lo, ele desejará e irá onde Satanás desejar; nem poderá escolher correr para qualquer dois dois montadores ou buscá-los, mas os próprios montadores lutam pela possessão e controle dele”. De tais declarações fortes do Da Vontade Cativa, calvinistas podem pensar que as outras doutrinas do calvinismo para Lutero devem seguir-se logicamente. Como o paradigma continua , se alguém admitir que o homem é escravo do pecado e morto no pecado, todas as outras pétalas da tulipa se seguem logicamente. Este tipo de raciocínio no entanto não funciona com Lutero. Quando Lutero se aproximou das Escrituras, ele rejeitou o uso medieval do lógico “ergo” (então). Ele achava que teologia não era “racionalização” teológica sistemática. Não é simplesmente questão de mover de uma conclusão humana para outra. Teologia era sempre uma questão de “denotar”. Por exemplo, ao invés de fazer um argumento X + Y então = Z, Lutero expressaria o mesmo argumento pelo seu uso do “no entanto”. Ou seja, X + Y no entanto Z. Esta é a grade subjacente do uso de Lutero do paradoxo em sua teologia. No antigo comentário de Lutero sobre Romanos ele comenta sobre “Deus quer todos os homens salvos” (1Tm 2:4). Ele diz que falar desta forma “deve ser entendido somente com respeito aos eleitos” e que “Cristo não morreu por absolutamente todos”. De tais comentários parece fácil concluir que Lutero ensinou a expiação limitada. Além deste comentário pré-reforma, não há outra evidência que Lutero manteve tal visão ao longo de sua vida sobre a extensão da expiação. Lutero diria ao invés disto coisas como, “[Cristo] não ajuda apenas contra um pecado, mas contra todos os meus pecados; e não contra meu pecado apenas, mas contra o pecado de todo o mundo. Ele vem para levar não apenas a doença, mas a morte; e não minha morte apenas, mas a morte de todo o mundo”. Para Lutero, o Deus revelado de fato morreu para os pecados de todo ser humano. Citações similares a esta aparecem salpicadas através de seus últimos escritos. Para Lutero, as Escrituras declaram que Cristo morreu para todos os homens e nem todos são salvos. No entanto, Cristo morreu para todos os homens, e quer que todos os homens sejam salvos. O teólogo luterano Siegbert Becker explica que sua igreja seguiu este paradigma: As confissões luteranas, ao introduzir a doutrina da graça universal na discussão da predestinação, prefaciam este movimento com o aviso, “Disto não devemos julgar de acordo com nossa razão”. A Declaração Breve da Igreja Luterana – Sínodo de Missouri, que todos os sínodos da original Conferência Sinodal reconhecem como ortodoxo, diz destas duas doutrinas, “Razão cega de fato declara que estas duas verdades são contraditórias; mas nós impomos silêncio em nossa razão”. Assim o luteranismo se coloca contra qualquer decreto de predestinação dupla, e especificamente nega que a não eleição de homens é a causa de sua condenação”. Comentários de Lutero parecidos com o conceito calvinista da graça irresistível são esparsos. Em seu Disputa Contra a Teologia Escolástica de 1517 ele declara, “A melhor e infalível preparação para a graça e a única disposição em direção à graça é a eleição eterna e predestinação de Deus”. Tais temas no entanto são raramente expostos. Comentando sobre João 6, Lutero declara: Pois você deve crer que não há maior graça e obra divina do que alguém vir ouvir a Palavra de Cristo alegremente de todo seu coração e levá-la a sério, considerando-a grande e preciosa. Pois, como foi dito, nem todo mundo se preocupa com isto, nem isto vem de entendimento ou escolha humana. É necessário mais do que a razão e livre-arbítrio para ser capaz de compreender e aceitá-la, como Cristo diz em : “Ninguém pode ver a mim a menos que o Pai o traga”. E novamente [João 6:45]: “Quem quer que ouça e aprenda de meu Pai virá a mim”. Mas comentando sobre os mesmos versos ele declara, “'Só tome cuidado para não cair fora.' Em resumo, quem se une a Cristo possui graça completa e não pode ser perdido, mesmo se por fraqueza ele caia como São Pedro, enquanto ele não desprezar a Palavra como os rudes espíritos que se gabam do Evangelho mas não dão atenção para ele”. Na teologia de Lutero então, é possível ser trazido pelo Pai e ser eternamente perdido. Nos artigos de Esmalcalde, Lutero declara: “No caso de um cristão tal arrependimento continua até a morte, pois todos ao longo da vida contendem com os pecados que residem na carne. Como São Paulo testifica em Rm 7:23, ele batalha com a lei em seus membros, e ele faz isto não com seus próprios poderes mas pelo dom do Espírito Santo que segue o perdão de pecados. Este dom diário limpa e expele os pecados que restam e habilita o homem a se tornar verdadeiramente puro e santo.” “Isto é algo sobre o qual o papa, os teólogos, os juristas e todos os homens não entendem nada. É um ensino do céu, revelado no Evangelho, e ainda é chamado de heresias por santos sem Deus.” “Alguns fanáticos podem parecer (e talvez eles estão já presentes, como eu vi com meus próprios olhos no tempo da revolta) que mantém que assim que eles receberam o Espírito do perdão de pecados, ou assim que eles se tornaram crentes, eles irão perseverar na fé mesmo se eles pecarem depois, e tal pecado não irá prejudicá-los. Eles gritam, “Faça o que você quiser, não importa contanto que você creia, pois a fé apaga todos os pecados”, etc. Eles adicionam que se alguém peca depois que recebeu a fé e o Espírito, ele nunca realmente teve o Espírito e a fé. Eu encontrei muitas pessoas tolas como estas e eu temo que tal demônio ainda reside em alguns deles.” “É então necessário saber e ensinar que, além do fato de que eles ainda possuem e sentem o pecado original e diariamente se arrependem e lutam contra ele, quando homens santos caem em pecado abertamente (como Davi caiu em adultério, assassinado e blasfêmia), a fé e o Espírito abandonaram eles.” “Isto é assim porque o Espírito Santo não permite que o pecado governe e ganhe a mão superior de tal forma que o pecado seja cometido, mas o Espírito Santo reprime e contém ele de forma que ele não faça aquilo que deseja. Se o pecado fizer o que deseja, então o Espírito Santo e a fé não estão presentes, pois São João diz, “Ninguém nascido de Deus comete pecado; ele não pode pecar”. Mas também é verdade, como o mesmo São João escreve, “Se nós dissermos que não temos pecado, nós nos enganamos, e a verdade não está em nós”. Fonte: e-cristianismoUm Canal Reformado! Sempre reformando!

Nenhum comentário: