DEFENDENDO A FÉ DESDE 1536; Sola Scriptura, sola Gratia, sola Fide, soli Deo Glória, solus Christus;

DEFENDENDO A FÉ DESDE 1536; SOLA SCRIPTURA, SOLA GRATIA, SOLA FIDE, SOLI DEO GLÓRIA, SOLUS CHRISTUS; Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos. Judas:3;

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

A posição legal das mulheres no período bíblico


A posição legal da mulher, em Israel, era inferior à do homem. Por exemplo, o homem podia divorciar-se da esposa "por ter ele achado coisa indecente nela", mas à esposa não era permitido divorciar-se do marido por nenhuma razão (Deuteronômio 24:1-4). A Lei declarava que a esposa suspeita de ter relações sexuais com outro homem devia fazer prova de ciúmes (Números 5:11-31). Contudo, não havia prova alguma para o homem suspeito de infidelidade com outra mulher. A Lei dizia, também, que o homem podia fazer um voto religioso, e esse voto era válido (Números 30:1-15); mas o voto feito por uma mulher podia ser anulado por seu pai ou (se ela fosse casada) pelo marido. O pai de uma mulher podia vendê-la para pagar uma dívida (Êxodo 21:7), e ela não podia ser libertada depois de 6 anos, como podia o homem (Levítico 25:40). Num caso, pelo menos, um homem deu sua filha para ser usada sexualmente por uma turba (Juizes 19:24).  Algumas leis, porém, sugeriam que homens e mulheres deviam ser tratados como iguais. Por exemplo, os filhos deviam tratar o pai e a mãe com igual respeito e reverência (Êxodo 20:12). O filho que desobedecesse ou amaldiçoasse ao pai ou à mãe devia ser castigado (Deuteronômio 21:18-21). O homem e a mulher apanhados no ato de adultério deviam ambos morrer apedrejados (Deuteronômio 22:22). (É interessante notar neste ponto que quando os fariseus arrastaram uma adúltera à presença de Jesus com a intenção de apedrejá-la, eles próprios já haviam quebrado a lei deixando que o homem escapasse -João 8:3-11).  Outras leis hebraicas ofereciam proteção às mulheres. Se o homem tomasse uma segunda esposa, ele ainda era obrigado, pela lei, a alimentar e vestir a primeira esposa, e continuar a ter relações sexuais com ela (Êxodo 21:10). Mesmo a mulher estrangeira, tomada como noiva, na guerra, tinha alguns direitos; se o marido se cansasse dela, devia dar-lhe liberdade (Deuteronômio 21:14). Qualquer homem culpado do crime de estupro devia ser morto por apedrejamento (Deuteronômio 22:23-27).  Em geral, só os homens possuíam propriedade. Mas quando os pais não tinham filhos varões, as filhas podiam receber a herança. Deviam casar-se dentro do clã para conservá-la (Números 27:8-11).  Uma vez que Israel era uma sociedade dominada por homens, algumas vezes os direitos da mulher eram menosprezados. Jesus contou a história de uma viúva que teve de importunar um juiz que não queria tomar tempo para ouvir o seu lado da questão. Não querendo que ela continuasse a aborrecê-lo, finalmente o juiz concordou em ouvi-la (Lucas 18:1-8). Como acontecia com muitas das histórias de Jesus, isto era algo que podia realmente acontecer, e talvez tenha acontecido.  Não obstante, as viúvas recebiam também alguns privilégios especiais. Por exemplo, era-lhes permitido respigar os campos após a colheita (Deuteronômio 24:19-22) e receber uma porção dos dízimos no terceiro ano, juntamente com os levitas (Deuteronômio 26:12). Assim, a despeito de seu status legal inferior, as mulheres gozavam de alguns direitos especiais na sociedade judaica. Extraído do livro: Vida Cotidiana nos Tempos Bíblicos - JAMES I. PACKER, MERRILL C. TENNEY e WILLIAM WHITE Fonte da imagem: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Woman_sewing.png

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