DEFENDENDO A FÉ DESDE 1536; Sola Scriptura, sola Gratia, sola Fide, soli Deo Glória, solus Christus;

DEFENDENDO A FÉ DESDE 1536; SOLA SCRIPTURA, SOLA GRATIA, SOLA FIDE, SOLI DEO GLÓRIA, SOLUS CHRISTUS; Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos. Judas:3;

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O Homossexualismo à Luz da Bíblia


IntroduçãoA nossa sociedade tem estado exposta a uma maciça campanha pró-homossexualismo/homoafetividade, movimento que tem se projetado com ousadia e amparo sócio-politico-econômico.A propaganda chega com força nas escolas. Mães emocionadas afirmam ter orgulho de seu filho homossexual. Pessoas entrevistadas em programas televisivos são ridicularizadas pelo auditório quando se pronunciam contra o movimento, e o medo da oposição aliado à sede por popularidade, juntos, calam os mais fracos.Há, portanto, uma tensão em afirmar antigas verdades. Há um generalizado receio de apontar o erro. A inibição ocupa a cena quando o roteiro exige que o óbvio seja defendido.Por outro lado, o erro está ousado! Proclamá-lo é popular. Seus defensores sãoaplaudidos. Seus promotores são os novos heróis de uma sociedade confusa. Tornou-se errado falar contra o erro e correto promovê-lo. O nome disso é perversão, o estágio último da degradação moral. “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!” (Isaías 5.20).Noutros termos, é como se estivéssemos orgulhosos das razões de nossa vergonha, exultantes de alegria quando a ocasião pede choro e lamentos. Por fim, para que tudo pareça “justo”, “solidário”, “pacífico” e “harmonioso”, acabaremos por legitimar o ilegítimo.E o que dizer quando o “livro sagrado” é usado para apoiar casos homossexuais? Quando a abnegação de Rute (uma jovem viúva, que depois veio a casar-se com Boaz), em servir a sua sogra idosa, é interpretada como as juras de um casamento? Quando a amizade leal entre o rei Davi e Jônatas é lida nas bases do “romance” homossexual? Quando textos são manipulados para o apoio dessa prática? Na verdade, o que têm as escrituras Sagradas a dizer sobre o homossexualismo?Vejamos:1. Sodoma e Gomorra (Gênesis 19)O que havia em Sodoma e Gomorra que levou o Senhor Deus a puni-las severamente? Ele confidenciou a Abraão, Seu amigo, dizendo que “o clamor de Sodoma e Gomorra se tem multiplicado” e que “o seu pecado se tem agravado muito” (Gn 18.20). Isaías refere-se ao pecado de Sodoma e Gomorra como hipocrisia religiosa e opressão social (Is1.10ss); Jeremias, ao adultério e perversidade (Jr 23.14); Ezequiel, à arrogância e descaso pelo pobre (Ez 16.49). Judas (verso 7) e Pedro (II Pe 2.6-8), todavia, deixam absolutamente claro que, além de tudo já referido, a sociedade estava marcada por práticas sexuais antinaturais.É quando Ló recebe a visita de dois seres angelicais que “os homens de Sodoma... chamaram a Ló, e disseram-lhe: Onde estão os homens que a ti vieram nesta noite? Traze-os fora a nós, para que os conheçamos” (Gn 19.4, 5).Que se trata de uma proposta de intercurso homossexual parece ficar claro (1) pelo fato do verbo conhecer (do hebraico yada) ser usado para relação sexual seis vezes no livro de Gênesis e (2) pela oferta que Ló faz de suas filhas, contanto que não tocassem naqueles homens (Gn 19.8). Oferta esta rejeitada (Gn 19.9)!Bem, o caso é tido como pecado (Gn 18.20) e maldade (Gn 19.7). “Então o Senhor fez chover enxofre e fogo, do Senhor desde os céus, sobre Sodoma e Gomorra” (Gn 19.24). Dentre outras expressões de perversidade, o homossexualismo foi uma das causas da destruição dessas cidades.2. A história de Gibeá (Juízes 19)Um levita e sua mulher foram recebidos em casa de um ancião em Gibeá, “que é cidade de Benjamin” (Jz 19.14), enquanto por lá passavam a noite, de viagem à sua própria terra (Efraim, Jz 19.18). “Estando eles alegrando o seu coração, eis que os homens daquela cidade (homens que eram filhos de Belial) cercaram a casa, batendo à porta; e falaram ao ancião, senhor da casa, dizendo: tira para fora o homem que entrou em tua casa, para que o conheçamos” (Jz 19.22).Semelhantemente a Ló, a maneira como o ancião tentou impedir a sanha homossexual foi ofertando sua filha e a mulher do levita, de quem abusaram até a morte (Jz 19.24 26). É notável que a proposta homossexual é chamada “mal” ou “vil” e “loucura” (Jz 19.23), motivo de forte indignação.3. As leis levíticasDiversas leis foram dadas ao povo de Deus quando este existia como nação-estado, sob a forma do antigo Israel.É no contexto em que a nação “teocrática” estava sendo chamada à santidade, a não imitar as práticas do Egito (de onde vinha) e de Canaã (para onde ia), a ser diferente e um povo santo para Deus, que encontramos o seguinte:“Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é.” (Levítico18.22). “Quando também um homem se deitar com outro homem, como com mulher, ambos fizeram abominação, certamente morrerão; o seu sangue será sobre eles” (Levítico 20.13).Nesse contexto, a prática homossexual recebe cinco vezes a forte crítica de ser uma abominação (Lv 18.22, 26, 27, 29, 30), uma coisa odiável que ofende a santidade de Deus. Em Levítico 18.24 o Senhor qualifica a prática como “contaminação”, o que expressa seu poder de proliferação. E a perversidade com que era vista vê-se na severidade com a qual era tratada.4. As declarações do Apóstolo PauloAos Romanos, o Apóstolo escreve que o fato das nações terem suprimido o conhecimento que tinham de Deus através da criação (1.19-23) e de seu próprio senso de moralidade (1.32), Ele, na demonstração de Sua ira (1.18), entregou os homens “às concupiscências de seus corações” (1.24), “os abandonou às paixões infames” (1.26) e “os entregou a um sentimento perverso” (1.28).Ouçamos o Apóstolo: “Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Pois até as sua mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente também os homens deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinham ao seu erro”. (Rm 1.26-27).Ora, se a nossa sociedade se orgulha desta perversão sexual, fica estabelecido que está vivendo sob a ira do Criador.Em Primeira aos Coríntios (1 Co 6.9,10) o mesmo autor escreve: “Não sabeis que os injustos não hão de herdar o Reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus” (grifo meu).Em Primeira a Timóteo (1 Tm 1.9,10), há outra daquelas listas feias com as quais o apóstolo revela a pecaminosidade do homem: “Sabendo isto, que a lei não é feita para o justo, mas para os injustos e obstinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreligiosos, para os parricidas e matricidas, para os homicidas, para os devassos, para os sodomitas, para os roubadores de homens, para os mentirosos, para os perjuros, e para o que for contrário à sã doutrina...” (grifo meu).Nessas listas das “obras da carne” um dos grupos mencionados é o dos “efeminados”,tradução da palavra grega malakoi, que significa literalmente “macio ao toque” e era usado entre os gregos para os machos que representavam o papel passivo no intercurso homossexual (ver o texto de 1 Co 6, citado acima). Outro grupo aludido é dos “sodomitas”, do grego arsenokoitai, citado em ambos os textos, que significa literalmente “macho na cama”, que os gregos usavam para descrever aquele que faz o papel ativo.É certo que a Igreja de Deus, ou o novo Israel, não subsiste na forma de nação-estado e portanto, não lhe cabe a execução da justiça própria dos países politicamente organizados. Todavia, é declarado que qualquer forma em que se pratica o homossexualismo, é assegurado ao praticante a eterna exclusão do “reino de Deus”.5. Conclusão: Há Esperança!No entanto, a última palavra do Apóstolo Paulo quanto àquela lista de pecados, inclusive quanto à questão do homossexualismo, não é aquela mencionada em 1 Co 6.10.Ele muda radicalmente seu tom, ao afirmar: “E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus.” (1 Co 6.11, grifo meu). Enfim, a última palavra é de esperança. É de possibilidade de reforma, de perdão, de restauração.Assim, dou-me o direito de enumerar algumas proposições para a reflexão do leitor.Primeiro, o homossexualismo é um pecado odiável, todavia, não mais do que outros tantos que a sociedade tolera e promove. Note que o grupo dos “efeminados” e “sodomitas” estão ao lado do “idólatras”, dos “adúlteros”, dos “avarentos”, dos “bêbados” etc.Segundo, que todos os homens são pecadores e necessitam urgentemente buscar, arrependidos, o Salvador. O Senhor Jesus afirmou sem rodeios que “se não vos arrependerdes, todos [note que não apenas os homossexuais] de igual modo perecereis” (Lc 13.3). “Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam” (At 17.30).Terceiro, desejo afirmar que qualquer forma de pecado pode ser vencida pela graça de Deus. Que não há pecaminosidade tão horrenda que o sacrifício de Cristo não possa apagar. Você não precisa, se este é o seu caso, repetir constantemente seu erro e ver se consegue livrar-se da culpa pela cauterização da sua consciência. A única maneira genuína, saudável e permanente de ver-se livre dela é através do arrependimento e do perdão de Deus. Não assassine sua consciência! Não se deixe envolver pela opinião popular! Cristo pode lhe salvar!Quarto, há necessidade de real ajuda aos homossexuais. É obvio que a prática deve ser denunciada e tratada. No entanto, paciência, compreensão, amor, tato e sabedoria devem compor a estrutura adequada para a recuperação. O homossexualismo não pode ser apoiado. O homossexual não pode ser discriminado.Posto isso, concluo dizendo “NÃO!” ao discurso infrutífero e conformista, e dizendo “SIM!” ao engajamento que trata e recupera os nossos semelhantes, criados à imagem de Deus.“Pai nosso,Santificado seja o Teu nome...”Ary Queiroz Vieira JuniorPastor da 1ª Igreja Evangélica Congregacional de Caruaru e Professor no Seminário Evangélico Teológico Congregacional. Fonte:http://aryjunior.webnode.pt/

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