DEFENDENDO A FÉ DESDE 1536; Sola Scriptura, sola Gratia, sola Fide, soli Deo Glória, solus Christus;

DEFENDENDO A FÉ DESDE 1536; SOLA SCRIPTURA, SOLA GRATIA, SOLA FIDE, SOLI DEO GLÓRIA, SOLUS CHRISTUS; Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos. Judas:3;

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Soberania de Deus e a Responsabilidade Humana.


                “Deus concede as bênçãos da Sua graça, não de acordo com as obras do Homem, mas de acordo com o Seu próprio e Soberano beneplácito” – John L. Dagg. João6.37; 10.27-29 “A soberania de Deus” e “a responsabilidade humana” são duas verdades bíblicas com as quais não temos dificuldade alguma quando são estudadas separadamente. O problema surge quando unimos essas duas doutrinas. Contudo, diga-se de passagem: o problema não está na junção delas, mas em nossa mente limitada e falível. Por quê? Porque estamos falando é de Deus e de seus mistérios, assim como o mistério da Trindade e da Divindade de Cristo, é um Ser totalmente outro a nossa mente não e nunca se chegará como a do Soberano Deus e por causa do pecado em nossas vidas (Isaías 59.2), são estes dois distanciamentos que nos dificulta a interpretar a Escritura Sagrada. Há porem, mistérios na natureza Divina que são demasiadamente profundos para podermos sondar. Nesses casos, somos incapazes de definir uma regra para os procedimentos Divinos. São esses casos em particular, que atribuímos a Soberania de Deus. “Ele não da conta de Seus feitos” – Jó 33.13. Os homens, frequentemente, se queixam de que os caminhos de Deus não são direitos, e acusam-No de parcialidade no trato para com Suas criaturas. Quanto tal acusação é lançada contra Ele, acusando-O de injustiça em Seus atos, Deus repele a acusação: “Não são os meus caminhos direito... e não são os vossos caminhos tortuosos?” (Ezequiel 18.29). Agora como podemos tentar, explicar este antinomia. Primeiro explicarei algumas passagens. João 1.11 “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam”. Responsabilidade humana de aceitar a Salvação.João 12.37-42 “E, ainda que tivesse feito tantos sinais diante deles, não criam nele; (Responsabilidade Humana). Para que se cumprisse a palavra do profeta Isaías, que diz: Senhor, quem creu na nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor? Por isso não podiam crer, então Isaías disse outra vez: Cegou-lhes os olhos, e endureceu lhes o coração, A fim de que não vejam com os olhos, e compreendam no coração, E se convertam, E eu os cure.(Soberania de Deus, a Sua escolha) Isaías disse isto quando viu a sua glória e falou dele. Apesar de tudo, até muitos dos principais creram nele; mas não o confessavam por causa dos fariseus, para não serem expulsos da sinagoga”. (Responsabilidade Humana).Alguns pensam que em Efésios 1.4-5,11 palavra que o apóstolo Paulo escreve em sua carta, “predestinação” é que Deus conhece de antemão de quem irá se salvar, mas a palavra “predestinação” (prooridzo – Decidir ou determinar, prooridzo é usado para declarar os decretos eternos de Deus, nos desígnios e nos propósitos – Daniel 4.35 “e segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: Que fazes?”). Eleição, Romanos 9.11”... segundo a eleição, ficasse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chama.” - Eleição (Ekloge – Seleção, escolhido. Propósito benevolente de Deus pelo qual qualquer pessoa é escolhida para a salvação.)A palavra “eleição”, Romanos 9.11, temos a expressão, “para que o proposito de Deus, segundo a eleição, ficasse firme”. Isto significa que é a intenção de Deus (prothesis – conselho eternos de Deus – Ef 1.11; 3.11; 2 Tm 1.9) Deus nos elegeu desde o principio, Deus nos escolheu, selecionou desde o principio e em nenhum momento Paulo está falando de que Deus conhece de quem irá se salvar, mas está dizendo que Deus selecionou para a salvação – 2 Tessalonicenses 2.13 “Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade;”. “Assim como Deus nos escolheu nele antes da fundação do mundo”. – Efésios 1.4.A eleição nacional compreendia todo o Israel segundo a carne, mas a eleição da graça incluía apenas aqueles que finalmente serão salvos. Se o propósito de Deus fora salvar toda a raça humana, não teria havido elegido dentre os homens, nenhum povo peculiar de Deus, nenhum redimido dentre todas as nações. O chamamento é uma benção da graça, e não é conferido por causa nem de acordo com obras previamente efetuadas. Por que este beneficio é conferido? A resposta é: “Não por obras, mas por aquele que chama” (Romanos 9.11). ”Assim, pois, não depende de quem quer, ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia”. (Romanos 9.16). A primeira real separação dos filhos de Deus, do resto da humanidade, acontece quando eles são chamados das trevas para Sua maravilhosa luz. E este chamado não é segundo as obras dos homens, mas segundo a boa vontade de Deus. As razões para essa discriminação, que então ocorre, são totalmente desconhecidas aos mortais. Não por causa de obras humanas, mas por razões aprovadas pela a infinita Sabedoria. Você deve estar se perguntando: “aonde se encaixa a responsabilidade humana?”  irei lhe mostra uma ilustração e uma breve explicação. Falta de Compreensão da Responsabilidade Humana.  Esse pecado é aquele que levam calvinistas a cruzarem os braços, quando deveriam estar agindo, achando que Deus vai atuar de qualquer forma. É aquele pecado que faz com que a gloriosa doutrina da predestinação, em vez de ser alvo de admiração e humildade, seja utilizada como uma desculpa. É o pecado que evidencia a falta de compreensão do que é o ensinamento bíblico sobre a responsabilidade humana. Temos que nos mirar no exemplo de Paulo. Ele foi o magistral expositor das doutrinas da graça, escolhido para isso pelo Espírito Santo de Deus. Mesmo assim, ou melhor, precisamente pela sua completa compreensão da soberania divina e da responsabilidade humana, vemos Paulo trabalhando, lutando, sofrendo, escrevendo cartas, chegando a perder o sono, com o propósito de executar o serviço de Deus.A “História” de um Casal Puritano  Lembro-me de uma ilustração que ouvi sobre um casal, da época dos puritanos. Por mais duvidoso que seja o relato, ele estimula o nosso pensamento sobre a atitude de pessoas com relação à questão da responsabilidade humana. Conta-se que um puritano, na Nova Inglaterra, habitava com sua família em uma cabana no meio da floresta, distante de tudo e de todos, cuidando apenas dos campos plantados, em clareiras abertas no meio da floresta. Certo dia teve que sair de sua cabana para ir ao vilarejo, atravessando aquela floresta infestada de ursos ferozes, que atacavam animais e pessoas. O puritano colocou a sua melhor roupa preta e começou a se preparar para a jornada. Ao chegar perto da porta de saída, ele estendeu a mão e pegou sua espingarda, verificando se estava carregada. Nesse momento sua esposa exclamou!  – Não entendo essa sua preocupação com a espingarda, porque se você estiver predestinado a ser devorado por um urso, será devorado por ele; mas se estiver predestinado a chegar ao vilarejo em segurança, assim chegará! Deixe essa arma aí! O puritano voltou-se à esposa, e com toda longanimidade que lhe era habitual, respondeu: – Ó mulher! E se eu encontrar um urso que esteja predestinado a levar um tiro da minha espingarda e eu estiver sem ela, como é que eu vou fazer? Podemos rir com a história, mas muitas vezes estamos, em nossas vidas, retratando aquela atitude da mulher daquele puritano. Com frequência, passamos a descansar indevidamente na soberania de Deus, quando Ele está colocando as coisas na nossa frente, requerendo, de nós, alguma ação. Temos que nos conscientizar que vivemos sob a égide da vontade decretiva de Deus, mas no conhecimento e sob a diretriz clara de sua vontade prescritiva. Nela, conforme expressa nas Escrituras, temos tudo o que precisamos saber para agirmos responsavelmente, da forma como Ele quer que venhamos a agir.Um exemplo prático de Paulo  Talvez a maior confirmação prática, de como Paulo conjugava esses dois lados da moeda, da soberania divina e da responsabilidade humana, é encontrado em Atos 27, no relato do naufrágio que sofreu, a caminho de Roma. Principalmente os versículos 22 a 44. Uma das dramáticas declarações de Paulo, no meio da tempestade que precedeu o naufrágio, é que nenhuma vida iria se perder! Ele afirma esse prognóstico com tanta segurança porque o anjo de Deus lhe dissera isso. Paulo era possuidor, nesse evento, de um conhecimento específico, por revelação. No auge da época apostólica ele recebe esta revelação, que todos aqueles no navio seriam preservados. Ninguém iria se perder, pois Deus tinha outros propósitos. Assim, com uma determinação tão clara, Paulo transmite com toda segurança a informação recebida – apesar de todos estarem temerosos, as vidas seriam poupadas, no meio da feroz tempestade. Notemos, entretanto, que Paulo não fica de braços cruzados, dormindo, esperando a milagrosa preservação de todos. Pelo contrário – encontramos Paulo ativo, dialogando e persuadindo ao centurião que era necessário que aqueles que procuravam safar-se do barco, voltassem ao navio. Paulo manda que se alimentem, para ficarem fortes, apesar de saber que Deus iria salvar a todos, mesmo em jejum. Ele estava ali cumprindo as suas responsabilidades, aquelas que foram colocadas por Deus perante ele. Paulo andava passo a passo, sob a vontade prescritiva do Senhor. Depois que todas as 270 pessoas que se encontravam a bordo se alimentaram, passaram a fazer o que estava à frente para ser feito: aliviaram o navio, lançando a carga ao mar. Diz-nos o verso 44 que “foi assim que todos se salvaram em terra”. A plena consciência e convicção da soberania de Deus, na vida de Paulo, nunca o levou a ser vítima do pecado da falta de ação. Que este pecado nunca esteja presente em nossas vidas, mas que, como Paulo, estejamos andando passo a passo debaixo da vontade prescritiva de Deus, revelada nas Sagradas Escrituras. Fonte: Manual de Teologia, John L. Dagg – Ed. Fiel Dicionário Grego do Novo Testamento de James Strong (Bíblia Palavra Chave).http://www.solanoportela.net/na_integra/cinco_pecados_pt4.htm

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