DEFENDENDO A FÉ DESDE 1536; Sola Scriptura, sola Gratia, sola Fide, soli Deo Glória, solus Christus;

DEFENDENDO A FÉ DESDE 1536; SOLA SCRIPTURA, SOLA GRATIA, SOLA FIDE, SOLI DEO GLÓRIA, SOLUS CHRISTUS; Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos. Judas:3;

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Cultos Agradáveis aos Incrédulos | Geoffrey Thomas




Um amigo me contou o queaconteceu à sua esposa, quando se vestia em determinada manhã. Ele observou que ela abotoou o casaco colocando o primeiro dos botões na segunda casa e assim sucessivamente, por treze vezes. Por fim, descobrindo que um dos botões havia sobrado, ela percebeu o que estivera fazendo. “Quantos erros ela tinhacometido?”, ele se perguntou. “Um ou treze? Treze, porque ela tinha co-metidoum erro fundamental no começo.”Este mesmo princípio é verdadeiro no que se refere à adoração: os crentescometem o erro fundamental de crer que o propósito de reunirem-se aos domingosé a evangelização. Em seguida, os crentes avaliam tudo que compõe nosso culto àluz dos incrédulos que podem estar por acaso em nosso templo ou por terem sidoconvidados. Nada deve intimidá-los, ameaçá-los ou iludi-los. E, visto que elesnão conhecem o sentido das palavras ou as melodias de nossos hinos, érecomendável a adoração na forma de cânticos de grupos musicais. O conceito deleitura pública de um livro que desconhecem é totalmente estranho para eles.Portanto, se houver leitura, tem de ser bem curta. Igrejas mudam a Ceia doSenhor para uma reunião particular no domingo pela manhã ou na quarta-feira ànoite. As orações devem ser curtas e simplistas, bem como o sermão, que deveabordar assuntos que interessam aos incrédulos, tais como: solidão, maridosausentes, falta de esperança, falta de contentamento, mágoas, dificuldade decriar adolescentes, e como lidar com tais problemas. A partir desta reunião dedomingo, os incrédulos devem sentir-se encorajados a participar de pequenosgrupos de estudo e de um curso sobre as doutrinas em que nós cremos. E somosfortemente encorajados a acabar com a forma de adoração a Deus que temospraticado por muitos anos.No entanto, todas estas idéias mudarão, se cremos que nossa adoração estácentralizada em Deus, que se revelou através da Bíblia. Nossa preocupação seráagradar este grande Deus. Como devemos nos aproximar dEle? Somente porintermédio do nome do Senhor Jesus Cristo (temos de deixar isso bem claro);somente por meio de seu sangue e sua justiça; depois, com confiança exultante,mas também com reverência e piedoso temor. Quando o Filho de Deus orou, Elemesmo se ajoelhou na presença do Deus que é fogo consumidor. Se alguém tinhadireito de ser informal e casual com seu Pai, este alguém era Jesus de Nazaré.O Senhor Jesus nunca magoou seu Pai, mas se prostrava quando falava com Ele.Tudo o que fazemos e dizemos tem de ser agradável a Deus, ou seja, o SenhorDeus está ciente até do que se passa no íntimo daqueles que ofertam pequenasmoedas; Ele se deleita com a alegria que demonstramos na administração denossos talentos e em tudo o que fazemos. Nosso louvor e orações precisam estarde acordo com as Escrituras, e, acima de tudo, a Palavra pregada tem de servirao propósito de agradar a Deus, porque o sermão é o aspecto mais importante daadoração, visto que através dele o Criador do universo fala a seresinsignificantes. A mensagem, tanto em seu conteúdo quanto em seu significado,deve proporcionar aos incrédulos que foram atraídos ao culto o conceito exatoa respeito de quão glorioso Ser é o Deus vivo — Pai, Filho e Espírito Santo —terrível em seu poder, incomparável em sua glória e extraordinariamentegracioso.Não existe qualquer indício de que a Igreja tem uma chamada para afagar asemoções dos incrédulos. Os líderes da adoração não podem dizer: “Bem, sabemosque vocês não estão interessados na vida e na morte do Senhor Jesus Cristo. Porisso, temos algo mais para vocês”. Na verdade, não temos algo mais, além deCristo. Temos de ser absolutamente claros e unânimes sobre isso, na congregação e no púlpito. Se elesnão querem nosso Salvador, não podemos substituir a mensagem com maneiras detemperarem seu casamento, assim como não podemos utilizar um culto musical,coreografia ou regras de procedimento, para tornar mais agradável o seutrabalho no escritório, ou oferecer um curso sobre a vida de solteiros. Tudo oque temos a oferecer-lhes é um Profeta que os ensinará, um Cordeiro queremoverá a culpa deles e um Pastor que os guiará e os protegerá.Nossa própria vida tem de ser tão semelhante à de Cristo quanto possível,especialmente quando nos reunimos. Nós nos reunimos para encorajar uns aosoutros a viver como imitadores de Deus. Precisamos ser irrepreensíveis em nossovestir, nossa linguagem, nosso uso do tempo, nossos relacionamentos ou mesmo emnosso humor, a fim de sermos conhecidos como aqueles que desejam agradar oJeová Jesus em todas as coisas; e nosso evangelismo está fazendo com que omundo perceba isto e saiba por que cremos nisto. Os incrédulos descobrem queestão na companhia daqueles que têm como objetivo principal o glorificar aCristo.Odiamos qualquer coisa que não deixe isto bastante claro para eles; como, porexemplo, uma forma de adoração vazia que não tem qualquer significado. Queremosque nossas palavras sejam cheias de sentimentos e de afeições de temor a Deus.Linguagem popular e simplista é menos importante do que uma linguagem comelementos mais profundos e eficazes. Sempre ficamos comovidos quando as pessoasnos falam, de modo tão amável e transparente, a respeito do Salvador e de seuamor por elas, o que demonstra que abandonaram sua maneira frívola eirreverente de falar. Apreciamos muito isso; e trememos no que diz respeito aquaisquer tentativas que insistem em que nossa maneira de expressão no cultodeve ser a linguagem comum de nosso dia-a-dia. Essa linguagem pode ser corretapara a comunicação corriqueira com os outros, mas não para expressar asmaravilhas de tão grande salvação. Se o estilo e a maneira de nos expressarmos,quando nos reunimos na presença de Deus, são aqueles mesmos que os incrédulosouvem entre eles, no escritório ou em seu ambiente educacional, então, falhamosem alcançá-los. Nós, aqueles a quem o Senhor buscou e salvou, somos sensíveisàs verdadeiras necessidades dos incrédulos. Portanto, se empregarmos qualquercoisa vulgar e superficial, estaremos cometendo o pecado de sugerir-lhes umadeidade indigna da atenção deles. Conseqüentemente, nossa adoração tem de sersimples, espiritual, calorosa, reverente, substancial, caracterizada pororações espontâneas, com hinos de mensagem profunda; uma adoração que terá comoclímax a pregação expositiva; uma adoração apoiada em formas que rapidamenteobtêm familiaridade com o que é divino; então, estes se tornam os melhoresmeios de conduzir as pessoas a Deus, a quem servimos, e de impedir que aatenção delas se prenda na observação de um pregador engenhoso que lhes estejafalando.Por: Geoffrey ThomasFonte: Editora Fiel

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